Ministro apela clareza na comunicação sobre a Covid-19 às populações

O ministro das Telecomunicações, Tecnologia de Informação e Comunicação Social, Manuel Homem, apelou, ontem, aos jornalistas e fazedores de opinião a sensibilizarem as populações com informações claras e credíveis, no âmbito da luta contra a Covid- 19 que se vive no país

Manuel Homem, que falava no acto de abertura do Seminário para Formação e Formadores de Resposta à Covid-19 para Jornalistas no CIAM, em Luanda, disse que a formação tem como objectivo aproximar a classe jornalística e a necessidade de interação com os actores do sector destacando-se o momento que se vive no país. “Um momento em que a Covid é o tema do dia e, como tal, estamos a viver um momento que precisamos com comunicar alguma eficiência e eficácia. Estamos numa situação de contágio comunitário e de facto temos sentido a necessidade de aprimorar a forma de comunicar e levar essa mensagem às nossas populações”, disse.

Por outro lado, Manuel Homem disse que apesar do esforço de comunicação que é tem feito por todos, ainda há algum desconhecimento no tratamento e nos cuidados que se deve ter, sendo que todos os dias se assiste de várias forma o incumprimento das normas orientadas pelas autoridade sanitárias. No entanto, salientou que os líderes de opinião têm esse poder de influenciar, usando tudo que têm ao alcance. “Entendemos que são um braço indispensável na luta contra a pandemia, e que deve informar de forma simples, e fácil as comunidades”, frisou. Por sua vez, a ministra da Saúde, Sílvia Lutukuta, destacou o papel de mobilização comunitária da comunicação social e dos jornalistas como promotores de saúde por essa altura.

No entanto, disse que todos os esforços em conjunto com o sector da saúde e todos os órgãos da Comissão Multissectorial, Governo de Angola, a Comunicação Social, Sociedade Civil e a comunidade jornalística é que vão de facto tocar no coração dos angolanos. Sílvia Lutukuta disse ainda que contam com a ajuda dos jornalistas para ajudar a informar que a Covid-19 existe, que é uma doença grave, de fácil transmissão e que precisamos de proteger os indivíduos, as famílias e reduzir os impactos desta doença não só social, mas também económico no país. Por outro lado, apelou a ajuda dos jornalistas para o combate do estigma. “Os números que se prevêem são muito grandes e acreditamos que nós teremos nas nossas famílias pessoas próximas infectadas com Covid-19. Não as podemos discriminar de nenhuma forma”, aconselhou.

Jornalistas abraçam a causa de mobilizar os cidadãos

Em entrevista a OPAÍS, a jornalista da Rádio Nacional de Angola, Teresa Baião, disse que a formação veio agregar mais conhecimento àquilo que já tem desde o momento que começou a fazer a cobertura diária do ponto de situação e das conferências de imprensas sobre a Covid-19 no país. “Hoje tivemos especialistas que vieram com dados científicos e nos falaram de forma científica sobre a Covid-19 e quais os cuidados que nós devemos tomar, e passar a informação à sociedade no sentido de mobilizarmos ainda mais para cada cidadão angolano se tornar ciente de que o vírus existe e mata”, disse.

Por outro lado, o repórter da Agência de Noticias Angolapress (Angop), Yanbenu Daniel, disse que a formação vem num momento muito importante e reforça o que já vem aprendendo noutras formações. “São formações que têm promovido debates, esmiuçar os temas no mais simples detalhe possível para se entender melhor e informar melhor a nossa população. E tiramos dúvidas de coisas que não sabíamos”, disse. Durante a formação foram apresentados temas sobre a “Extrapolação do número de casos de Covid-19 para Agosto e Setembro”, “Medidas Sanitárias Preventivas”, “Visão Epidemiológica”, “Plano de Contingência contra a Covid”, entre outros.

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