MPLA diz que quarentena domiciliar vai poupar recursos ao Estado

MPLA diz que quarentena domiciliar vai poupar recursos ao Estado

No âmbito das acções de prevenção e combate à Covid-19, em curso, a deputada do MPLA, Augusta Leonel, disse a OPAIS que a implementação de quarentena domiciliar, a luz do decreto presidencial sobre a situação de Calamidade, vai possibilitar ao Estado poupar recursos financeiros que poderão, posteriormente, ser alocados noutras áreas de interesse publico. A segunda secretaria da sexta Comissão de Trabalho Especializado da Assembleia Nacional considera a medida, recentemente avançada pelo ministro de Estado e Chefe da Casa Civil do Presidente da República, Adão de Almeida, como sendo uma iniciativa que vai de acordo com o actual momento de contenção económica e financeira do país, pelo que julga ser de extrema importância.

“Saúdo a comissão interministerial por ter decretado a quarentena e o isolamento domiciliar aos indivíduos assintomáticos e com sintomatologia leve. Julgo serem medidas adequadas que irão poupar ao Estado recursos financeiros”, frisou. Ainda de acordo com Augusta Leonel, a iniciativa do Executivo vai ajudar na recuperação de maior número de casos e proporcionar ao Estado uma maior flexibilidade. “Os indivíduos que estarão no seu habitat, mantendo as suas rotinas domiciliares, poderão continuar com o tele-trabalho caso seja possível. É uma forma de manter a psique ocupada e evitar uma eventual depressão”, defendeu. Para a parlamentar, é necessário que haja um bom mecanismo de monitorização das quarentenas domiciliares para não se perder o controlo dos casos.

Augusta Leonel considera que a melhor metodologia de introdução de medidas de prevenção de saúde na comunidade é a sensibilização através da proximidade por agentes comunitários e o uso da comunicação social. Outro aspecto, apontou, é a disponibilização de materiais de protecção para que haja implementação das orientações. Caso uma delas falhe, afectará o resultado esperado. “Por isso há que consciencializar a população e disponibilizar máscaras de forma universal. Caso estas condições estejam criadas, aí sim entram as medidas de penalização para forçar o seu uso. Penso que o mais importante é sensibilizar as populações da importância do uso das máscara e de como usa-lás”, referiu. Leonel julga fundamental que no actual contexto todas as forças vivas das sociedade apoiem as acções decretadas no âmbito da situação de Calamidade Pública impostas pelo decreto presidencial. “E tem sido graças a elas que o país hoje tem uma taxa de infecção inferior a de muitos países Africanos, apesar de se observar um alto índice de letalidade dos casos críticos, o que é bastante preocupante”, apontou.