ANAVI acredita que com apoio do Executivo o país pode produzir carne de frango em grande escala

Durante a grande entrevista na TPA, o ministro da Economia e Planeamento, Sérgio Santos, desafiou os empresários a apostarem na produção de carne de frango, de modo a reduzir a importação do produto. A ANAVI concorda, mas defende investimentos

Sérgio Santos referiu que, em 2018, o país importou perto de 361 mil toneladas de carne de frango, após a criação das políticas cambias para substituírem as importações o número reduziu para 253 mil toneladas com uma queda de 30%.

“Apesar do pouco empenho dos produtores nacionais, registamos um acrescimento de quatro por cento na produção de carne de frango, ou seja, saímos de 27 mil toneladas para 28 mil toneladas de produção”, disse.

Em 2018, foram gastos USD 419 milhões em importação de carne de frango, com a implementação de políticas para encarecer a importação e gastou-se USD 277 milhões.

No primeiro semestre, comparando com o segundo, houve uma redução de 47 por cento na importação e produção até agora USD 50 milhões. Por sua vez, o presidente da Associação Nacional dos Avicultores de Angola (ANAVI), Rui Santos, disse que o país tem condições favoráveis para o crescimento da produção de carne de frango, mas carece de investimentos.

“A Associação está a elaborar um estudo em termos de produção de carne de frango, onde se coloca como será o início da produção: familiar, pequenas produções ou em grande escala. O país tem muita necessidade de carne de frango, mas é preciso tomar decisões”, ressaltou.

Segundo o empresário, já foram remetidos vários documentos a propor a produção de carne de frango e o crescimento do sector avícola.

 “Queremos que o Executivo aloque 10 por cento do valor que se gasta com a produção de carne de frango no sector avícola, especificamente na produção de frango de carne e, em cinco anos, estamos a responder favoravelmente às necessidades interna de coxa de frango”, disse.

Segundo ele, para começar a produção é necessário importar, anualmente, as matrizes que após a produção serão abatidos. Com um investimento de USD 100 mil pode-se importar os pais dos pintos e, posteriormente, trabalhar na matéria-prima para a produção de ração.

 Com o investimento no sector, vai aumentar o número de empregos com a criação de unidades de produção de frango, fábrica de ração e matadouros, e dentro de cinco anos de produção podemos pensar na exportação.

“A produção de carne de frango é muito dinâmica e, se várias empresas aderirem à produção em grande escala, em pouco tempo podemos exportar”, explicou.

Rui Santos disse que grande parte dos avicultores reduziram a produção porque as empresas estão descapitalizadas, tendo em conta a desvalorização da moeda. Actualmente, a associação controla perto de 120 pequenos e médios avicultores.

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