Cazenga precisa alinhar os eixos do programa de combate à pobreza

O director nacional da Unidade Técnica de Combate à Pobreza, Miguel Pereira, e a sua equipa visitaram, ontem, o município do Cazenga para constatar “in loco” as acções que estão a ser desenvolvidas no âmbito do programa integrado de desenvolvimento local e combate à pobreza. O responsável viu o que é possível, mas diz que ainda há muito trabalho a ser feito

O exercício de fiscalização das acções teve algumas paragens em função do momento que o país vive, mas as acções que deveriam ser de monitoria estão a servir também para dar apoio técnico e aconselhamento necessário, segundo apuramos.

 Com uma agenda que prevê uma deslocação amanhã à Viana e Icolo e Bengo, Miguel Perei disse, no Cazenga, que há muito trabalho por se fazer em termos de alinhamento. Segundo ele, “conseguimos ver o melhoramento de algumas vias de acesso ao interior dos bairros, que no passado eram vias intransitáveis e o esforço que o município faz no que concerne ao abastecimento de água”.

 Segundo o director nacional da unidade técnica de combate à pobreza, Miguel Pereira, o programa tem outros eixos e a sua equipa vai interagir com a administração local e dar apoio para se conseguiro impulso desejado.

A visita teve como objectivo elucidar os dirigentes municipais a darem melhor utilidade aos recursos que foram disponibilizados no primeiro semestre do ano em curso, isto é entre os meses de Janeiro a Junho, assim como constatar se as acções estão a ser desenvolvidas com base no programa.

 Por outro lado, constitui preocupação da equipa nacional da unidade técnica de combate à pobreza o desenvolvimento humano e o bem-estar das pessoas, tendo em conta que o programa está alinhado com o Plano de Desenvolvimento Nacional.

O programa de desenvolvimento local e combate à pobreza teve início em 2018 e até ao momento todos os municípios do país têm recebido 25 milhões de Kwanzas/mês para sustentar as acções que têm a ver com a inclusão produtiva das famílias e, dentro desta perspectiva, dar alguma prioridade aos ex-militares, assim como as famílias vulneráveis.

Acções de empoderamento da mulher, de cidadania, entre outras, fazem parte do programa. Miguel Pereira aconselha a se evitar a dispersão, tendo em conta que os valores alocados não são muitos e é importante que amanhã se possa avaliar o impacto e o índice de redução da pobreza a nível dos municípios.

Chafariz no Cazenga entre os 21 milhões

 Na ocasião, o administrador municipal do Cazenga, Albino da Conceição José, mostrou a execução do chafariz e um reservatório de água com a capacidade de 250 mil litros para continuar a fornecer a água mesmo no período em que a principal fonte, a EPAL, pare de abastecer.

As obras estão a ser feitas atendendo ao grito de socorro da população do bairro do Malueca, distrito urbano do Kima Kieza, que numa das reuniões de auscultação com os moradores solicitaram um chafariz, uma vez que para adquirir água tinham que se dirigir ao bairro comandante Bula.

No comandante Bula já funciona uma estrutura igual, cujo orçamento está entre os 21 a 22 milhões Kz. O administrador garantiu que a população do Malueca poderá consumir água vinda do chafariz local até Outubro deste ano, evitando assim percorrer os mais de três quilómetros de distância, com o risco de serem atropelados. “Apesar de não ser uma das melhores soluções, mas já vai ajudar muito. O bairro do Malueca conta com 27 mil e 432 habitantes”, disse, tendo reforçado que o trabalho de levar água potável às residências não depende da administração municipal, mas sim da Empresa Pública de Águas de Luanda (EPAL).

Os projectos em curso dependem da coordenação central, segundo Albino da Conceição, uma vez que a EPAL é tutelada pelo Ministério da Energia e Águas. Por este facto, só será possível realizar a obra no âmbito de grandes investimentos.

leave a reply