Fundação Gulbenkian premeia IES com equipamentos que podem ajudar na luta contra à Covid-19

Depois de se terem candidatado para merecerem doações de meios tecnológicos, na primeira quinzena de Junho último, quatro instituições universitárias de Luanda, Benguela e Namibe foram contempladas para receberem o prémio da Fundação Calouste Gulbenkian (FCG), que visa apoiar gratuitamente a capacidade de resposta à Covid-19

A Universidade Agostinho Neto (UAN) e o Instituto Superior Politécnico de Tecnologias e Ciência (ISPTEC), ambas de Luanda, o Instituto Superior Politécnico da Universidade Katyavala Bwila e a Academia de Pescas de Ciências do Mar, respectivamente de Benguela e Namibe, reuniram as condições exigidas pela fundação europeia para receberem o equipamento já no próximo mês, segundo apurou O PAÍS da equipa liderada por Maria Hermínia Cabral.

Para o efeito, as quatros instituições provaram ter disponibilidade de recursos humanos habilitados para a utilização do equipamento do prémio, um kits de impressão 3D, e garantia de refrigeração e energia adequada para os referidos meios nas suas instalações.

Outro critério que se teve em conta foi a existência de parcerias das instituições do ensino superior concorrentes com estabelecimentos de saúde locais, já que os kits visam disponibilizar gratuitamente consumíveis de saúde para apoio a capacidade de resposta à Covid-19.

Sobre este capítulo, vale lembrar que a Universidade Agostinho Neto é parceira do Hospital Américo Boavida, enquanto o Instituto Superior Politécnico de Tecnologias e Ciências está ligado à Clínica Girassol.

 Já o Instituto Superior Politécnico da Universidade Katyavala Bwila mantém parceria com a Direcção Municipal de Saúde de Benguela, ao passo que a Académia de Pescas e Ciências do Mar tem trabalha com o Gabinete Provincial de Saúde do Namibe.

 Embora não esteja ainda determinado a data concreta da efectivação da entrega das doações, os responsáveis da Fundação Calouste Gulbenkian asseguraram que a mesma vai ocorrer de Setembro ao final do ano em curso, por considerarem que, até essa altura, poderão diminuir os constrangimentos à circulação internacional Revelaram, igualmente, que o kit, inicialmente programado para 10, mereceu uma ligeira subida para 12, a fim de agraciar ainda mais os contemplados.

 Moçambique com cinco contemplados Como o concurso foi aberto para os Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP) e Timor Leste, em Moçambique, cinco instituições foram apuradas para receber os kits de impressora 3D.

Trata-se das universidades de Save, Rovuma e do Lúrio, a primeira em Maxixe e as duas últimas em Nampula , respectivamente parceiras da Direcção Provincial de Saúde de Inhambane, do Hospital Central de Nampula e da Direcção provincial da mesma província moçambicana.

Completam a lista a Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Zambeze, na Beira, que é parceira da direcção provincial de saúde local e a Associação para a Promoção do Desenvolvimento através da Formação em Ciência”Osuwela que detem parceria com o Hospital Central de Maputo.

Ilhéus na lista dos escolhidos

Em Cabo Verde, igual sorte tiveram a Universidade Jean Piaget de Praia e a Universidade Técnica do Atlântico, da ilha de São Vicente. A primeira tem parceria com o Instituto Nacional de Saúde Pública, ao passo que a segunda mantém os laços com o Hospital Baptista de Sousa.

Finalmente, o último conjunto está reservado para o Instituto Superior de Ciências da Saúde Doutor Victor Sá Machado da Universidade de São Tomé e Príncipe, que assegura parceria com o Hospital central Ayres de Menezes.

Há algum tempo considerável que a Fundação Calouste Gulbenkian(FCG) decidiu apoiar estabelecimentos de ensino e da saúde de países africanos, sobretudo Angola e outros que integram os PALOP.

 

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