Angonabeiro aposta na revitalização da fileira do café de Angola

Para o ano de 2020 a marca prevê comprar cerca de 2 mil toneladas de café, em Angola, destinado à exportação de café verde e à produção da marca Ginga para o mercado angolano e para exportação

A revelação foi feita a margem da visita as suas instalações ontem, 13 de Agosto, de uma delegação composta pelos Secretários de Estado do Planeamento, Milton Reis, da Indústria, Ivan Prado e do Secretário de Estado do Comércio, Amadeu Nunes no âmbito do balanço de dois anos de implementação do Programa de Apoio à Produção, Diversificação das Exportações e Substituição das Importações (PRODESI). Integraram a delegação governamental, o director técnico do INCA, José Mahinga, em representação do Secretário de Estado da Agricultura, e o Presidente do Conselho de Administração do INAPEM, Arnito Agostinho.

A comitiva do Executivo foi recebida pelo director geral da Angonabeiro, Miguel Carvalho, e constatou a implementação do programa de apoio, materializado na renovação das linhas de transformação de café verde, com a implementação de um novo torrador, de novas linhas de embalamento de café em grão e moído, novas etiquetadoras, bem como do projecto de construção de uma linha de rebeneficiamento do café verde e outra linha de produção de capsulas de café. A Angonabeiro, empresa criada pelo Grupo Nabeiro em 1998, a convite do Governo angolano, numa lógica de revitalização da fileira do café, arrancou com a gestão da fábrica da Liangol e a sua modernização, tendo em conta que estava desactivada desde 1984. Em 2001, tiveram início as operações industriais da Angonabeiro e, no mesmo ano, foi inaugurada a torrefacção do café Ginga (ex-Liangol).

Angonabeiro detém neste momento uma equipa de trabalho com mais de 100 pessoas, garantindo o abastecimento contínuo, com cobertura nacional – em todas as províncias – a partir das instalações de Luanda, onde a empresa tem um armazém com 4.000 metros quadrados e a fábrica do Café Ginga, na qual se produzem, anualmente, mais de 400 toneladas de açúcar e 200 toneladas de café torrado. “O café Ginga é o produto estrela da Angonabeiro, tendo conquistado a preferência dos consumidores nacionais que, hoje, associam Ginga ao melhor café de Angola. Disto resultou também o reconhecimento internacional da qualidade do café Ginga, que, no mês passado, teve a sua primeira exportação de 56 toneladas para Portugal, onde será comercializado pelo Grupo, sendo destinado a clientes da Distribuição Moderna, pelo que, muito em breve, os consumidores portugueses poderão também passar a ter o melhor café angolano nas suas casas”, afirma o director geral da Angonabeiro durante a visita de trabalho.

No ano passado, foram exportadas 576 toneladas, estando previsto um crescimento, em volume, superior a 100 por cento, para o ano em curso. Até Abril, já foram exportadas 160 toneladas de café da safra passada e, a partir deste mês, com a nova safra, a Angonabeiro prevê recomeçar as exportações, estando já planeada a exportação de mil e 200 toneladas de café verde de Angola. Ao longo de mais de 20 anos, a Angonabeiro tem crescido de forma sustentada, trabalhando em estreita colaboração com o Executivo Angolano, que considera este sector nuclear para a diversificação da economia. O crescimento da produção nacional é o caminho para a substituição das importações, para a criação de emprego, aumentando os rendimentos dos cidadãos e das duas famílias, e para a geração de riqueza para o País.

“A aposta nos sectores alimentar e agro-indústria, nomeadamente a fileira do café, é fundamental para termos sucesso neste objectivo que todos partilhamos, de ver o país crescer, exibindo um ambiente de negócios atraente, que contribua para a prosperidade de Angola e dos angolanos”, frisou a conclui Miguel Carvalho. A Angonabeiro é a empresa do Grupo Nabeiro que, desde o ano 2000, actua no mercado angolano na área do comércio e da indústria. O Grupo Nabeiro e a Delta Cafés mantêm uma forte e antiga ligação com Angola, que remonta à época em que o país ocupava já um lugar de relevo na produção mundial de café.

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