Editorial: Os templos da IURD

Jornal OPaís edição 1929 de 14/08/2020

Há muito que se escutava sobre acções pouco honrosas que ocorriam no interior dos templos e outras instituições da Igreja Universal do Reino de Deus, antes mesmo da crise que esta confissão vive em Angola. Foram várias queixas sobre os supostos milagres, a extorsão de fiéis, os casos de vasectomia e o branqueamento de capitais.

Os fiéis denunciavam, regularmente, aos quatro cantos uma apetência desenfreada para o capital, ao mesmo tempo que se agudizava o desrespeito em relação aos angolanos. O que se viu nas últimas semanas veio aumentar a certeza de que alguma coisa deve mudar. Principalmente, para uma confissão religiosa, cujo líder não se coíbe de vilipendiar as instituições angolanas e os angolanos. Hoje, poderá ocorrer a apreensão de alguns templos.

Por mais que determinados sectores pretendam defender, introduzindo a infundada tese de perseguição religiosa, a IURD só recentemente procurou desenvolver acções sociais, mesmo sendo uma das igrejas com rendimentos mais altos no país. Não se conhecem escolas, hospitais ou mesmo pequenos estabelecimentos ou programas capazes de sustentar o braço social desta organização, fundada no Brasil. O dinheiro que sai de Angola é usado para alimentar sonhos noutros países.

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