Huíla quer crédito para operadores turísticos

O director do gabinete da Cultura, Turismo, Juventude e Desportos da Huíla, Osvaldo Lunda, defendeu ontem a concessão de crédito para operadores turísticos com juros bonificados, para recuperar as unidades hoteleiras e similares da região e enfrentar as limitações de funcionamento impostas pela covid-19 Em entrevista à Angop, o responsável afirmou que estão em risco perto de três mil empregos no sector turístico na região, sublinhado que as empresas poderão falir, em consequência das limitações de funcionamento.

No entender do responsável, a concessão de crédito poderá aliviar essas dificuldades e permitir que os operadores possam pagar salários aos seus funcionários, dada a especificidade da sua actividade, assente no movimento de pessoas. Referiu que os operadores turísticos na Huíla estão com muitas dificuldades, salientando que os restaurantes estão a trabalhar a 50 por cento e que os hotéis quase que não têm clientes. “A situação só tende a piorar”. No quadro dessas dificuldades, disse que já foi encerrada uma unidade do sector e outras poderão reduzir o quadro de pessoal, uma situação já remetida à Inspecção Geral do Trabalho (IGT).

Osvaldo Lunda fez saber que têm tido o retorno do ministério de tutela de que alguma coisa está a ser feita, pois, embora não tenham ainda nada de concreto, vão continuar a trabalhar em conjunto para encontrar alternativas para o problema e solucionar a situação. A rede turística na província da Huíla é composta por mil e 74 unidades hoteleiras e similares, das quais 13 são hotéis, 17 pensões, 14 complexos turísticos, um conjunto turístico, 86 hospedarias, 920 restaurantes e semelhantes e 23 agências de viagem e turismo. Tem igualmente 11 monumentos e sítios classificados.

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