Carta do leitor: Queremos condições

Bom-dia, caro director do jornal O PAÍS! Escrevo a partir da Viana, província de Luanda, mais concretamente no Zango V, um ponto onde actualmente, por força da nova centralidade, vivem milhares de famílias saídas de vários pontos da capital.

Louvo o esforço do Executivo em criar condições novas para os cidadãos, isto é um facto, apesar de que faltem alguns serviços na centralidade onde temos hoje as nossas famílias a viver. Senhora vice-presidente do MPLA, Luísa Damião, sei que visitou a centralidade, entregou uma moradia ao músico Sebem, que neste momento se encontra incomodado faz tempo, é de louvar.

Mas, devo dizer que ontem Sábado, chegou tarde ao Zango, do primeiro ao último, aliás anda de Jeep topo de gama e não sente as dificuldades por que passamos cidadãos do Zango para chegarem até aos outros pontos de Luanda, não importa à Covid-19, sempre foi difícil. S

e a vice-presidente for humana e é um serviço público, vá amanhã mais cedo ao Zango e aprecie com os seus “próprios olhos” as dificuldades dos cidadãos no que concerne aos transportes públicos.

A população do Zango é inversamente proporcional aos táxis e autocarros que lá operam, por isso leve esta preocupação ao mais alto nível, porque o problema de transportes públicos é da responsabilidade do seu partido, é o que governa. Sem esquecer a falta de iluminação e estradas em condições.

No Zango, Senhora vice-presidente do MPLA não vivem animais, mas sim pessoas como outras mortais que vivem no Alvalade ou na Maianga. Garanto que se o MPLA, partido que governa Angola há anos, não criar condições para a população no Zango, vai sofrer nas “supostas” autarquias e nas eleições gerais de 2022.

E falta pouco, o sofrimento do povo é angustiante. Governem para o povo e não para vocês. Foi bom ajudar o Sebem, mas pensem no geral, porque o sumo da laranja está a acabar, ainda que se esprema e se adicione água, vai ficar aguado e saberemos como escrutinar, as redes sociais estão aí.

No Zango há um movimento atento e aos poucos vai dizendo, vamos controlar as eleições pelas redes sociais, ou seja, quem votar em A, B, C ou D terá o direito de afirmar e isto vai ajudar a ter uma noção real de como decorrerá o processo eleitoral em 2022.

Jobito Nvula, Zango, Luanda

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