Cultura quer envolvimento dos artistas

A directora do Gabinete Provincial da Cultura, Turismo, Juventude e Desportos no Zaire, Nzuzi Makiese, exortou ontem, Sábado, em Mbanza Kongo, os artistas locais a envolverem-se mais nas acções de educação e sensibilização da população na observância das medidas de protecção contra a Covid-19

Ao intervir num encontro de auscultação que juntou músicos e outros fazedores de artes, a directora sublinhou que os artistas têm responsabilidades acrescidas nesta fase, sobretudo na transmissão e sensibilização dos cidadãos para se prevenirem desta mortífera doença que assola o mundo e o país, em particular.

Segundo a responsável, é necessário que os músicos, poetas, humoristas e bailarinos se inspirem, nas suas actividades, em temas que ajudem a educar e sensibilizar a sociedade sobre os perigos que a pandemia da Covid-19 representa.

 Entretanto, alguns músicos ouvidos pela ANGOP, à saída do encontro, afirmaram que antes do apelo da responsável da cultura na região, já têm desenvolvido acções de sensibilização da população sobre a doença, usando plataformas digitais.

Facebook, instagram, skype, whatsapp, são os principais meios que os homens das artes mais usam para manter os fãs, e não só, actualizados. De acordo com o músico e compositor, Sebastião da Silva, atendendo às limitações derivadas da Covid-19, recorre às novas tecnologias de informação e comunicação para levar a mensagem aos seus seguidores.

Disse ter participado há dias em dois shows lives (transmitidos em directo pelas redes sociais), onde a educação e sensibilização da população sobre a pandemia da covid-19 foram os temas mais sonantes.

Ntuka Kongo, artesão e músico de estilo reggae, disse que de forma isolada têm levado a cabo, no seu bairro, acções de sensibilização da população para a observância rigorosa das medidas de biossegurança.

 O município de Mbanza Kongo, sede da província do Zaire, controla 135 artistas, dos quais 65 estão no activo. Mbanza Kongo, a actual capital da província do Zaire, foi o centro político e administrativo do antigo Reino do Kongo, fundado no século XIII e cuja influência abarcava, além da zona Norte de Angola, os actuais territórios da República Democrática do Congo (RDC), República do Congo e o do Gabão.

O centro histórico de Mbanza Kongo, inscrito na lista do Património Cultural da Unesco, ocupa uma área de 89,29 hectares, ao passo que a zona tampão estendese numa área de 622, 16 hectares.

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