Recolha de bens não perecíveis para apoio aos membros marca 6º aniversário da APROCIMA

Com esta acção solidária, cuja pretensão é a angariação de produtos não perecíveis para apoiar os profissionais de cinema, visa igualmente assinalar o 6º aniversário da associação, fundada em 2014

O 6º aniversário da Associação Angolana dos Profissionais de Cinema e Audiovisual (APROCIMA), que hoje, 16, se assinala, será celebrado, com a realização de uma campanha de recolha de produtos não perecíveis, junto do portão do Complexo do Distrito da Samba, a partir das 11 horas.

A acção solidária que arranca hoje será de carácter mensal e estender-se-á, até Dezembro e tem o objectivo de apoiar os membros, que nesta fase em que se enfrenta a pandemia da Covid-19 não têm conseguido trabalhar, com vista a rentabilizar.

Nesta que será a sua primeira actividade, a iniciativa vai beneficiar três associados, designadamente o membro do Conselho da Fiscal, Raúl Bozz, o actor e vice-presidente da mesa da Assembleia-Geral, Louro Domingos, e a também membro, Judith Castro.

Segundo o secretário-geral da associação, Francisco Pedro, pretende-se com essa acção ajudar os filiados que carecem de apoio social, que actualmente queixam-se por estar a passar por sérias dificuldades, devido à falta de trabalho, por conta da pandemia.

“Nós conhecemos, no seio da direcção geral, e sabemos que estão a passar por muitas dificuldades. Por isso, temos na mira esses três profissionais, para este mês.

 Por exemplo, Raúl Bozz, de nacionalidade Cubana, não tem família em Angola, vive sozinho na capital do país há mais de 40 anos”, contou aO PAÍS.

Lives de cinema

 Assim como tem acontecido com os artistas, na classe musical, a APROCIMA pretende também realizar Lives solidários com a exibição de filmes, de produção nacional, em parceria com a Televisão Pública de Angola (TPA), para ajudar os membros.

O também cineasta avançou que o referido projecto está previsto a começar entre Setembro e Outubro. No momento, está-se a proceder à recolha de películas, para reunir conteúdos necessários, para assim poder efectivar o tão almejado plano.

“Apelamos e convidamos todos os profissionais de cinema, produtores e realizadores que tenham filmes, que estejam interessados em divulgar esses trabalhos na TPA. Neste momento há uma parceria em vista nesta vertente”, avançou.

 Francisco Pedro avançou que actualmente têm-se criado núcleos municipais, em Luanda, com o objectivo de dar mais vida à associação, através da partilha de conhecimentos e melhor interacção entre os associados.

 “Nesta fase, os membros e não membros concluíram que vale a pena o associativismo. Chegaram a essa conclusão porque a pandemia trouxe uma outra maneira de ver a arte, que todos precisam uns aos outros, e que cinema é de facto a mãe das artes colectivas”, enfatizou.

Seis anos de trabalho

O secretário-geral da APROCIMA faz um rescaldo positivo dos seis anos da associação, pelo facto de continuar os seus trabalhos durante esse tempo, sem interrupção, bem como ter crescido o número de membros e o reconhecimento nacional e internacional “É difícil termos uma organização ligada ao cinema, que é uma actividade quase inexistente no nosso país. É difícil termos uma associação, que consiga sobreviver durante esse tempo”, observou.

Quanto ao conhecimento da associação ao nível do país, disse que já foram recebidos pela secretária de Estado da Cultura, Maria da Piedade de Jesus, e ao nível internacional possuem parceria com o Festival de Cinema “O Cubo”, tido como um dos mais importantes da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).

 No que tange às actividades regulares, como mostra de cinema, realçou que desde o ano passado houve um decréscimo, numa altura em que estavam a ser repensados outros modelos de eventos.

“Decrescemos, recaímos um pouco neste campo, mas tão logo a situação da pandemia da Covid-19 seja ultrapassada, vamos conseguir retomar, em termos de regularidade e mais actividades”, terminou.

A APROCIMA tem como finalidade defender os interesses dos profissionais e auxiliar na produção, assim como mostrar os seus trabalhos. Possui cerca de 150 membros, para além de Luanda, nas províncias do Namibe e Cuanza-Norte.

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