Comunidade angolana em Portugal homenageia Waldemar Bastos e Carlos Burity

A comunidade angolana residente em Portugal rendeu, este Sábado, em Lisboa, uma singela homenagem aos músicos Waldemar Bastos e Carlos Burity, ambos falecidos na semana passada.

O primeiro, foi Waldemar dos Santos Alonso de Almeida Bastos, falecido Segunda-feira, 10, em Lisboa, Portugal, vítima de doença, e sepultado, Quinta-feira, no Cemitério da Galiza, na Freguesia de Cascais e Estoril, no Concelho Lisboeta de Cascais.

Dois dias depois, isto é, Quarta-feira, 12, viria a morrer em Luanda, vítima de doença, o também músico angolano Carlos Fernandes Burity Gaspar.

Numa breve declaração à Angop, o Adido Cultural da Embaixada de Angola em Portugal, Luandino Carvalho, realçou a “profunda” dor deixada entre a comunidade angolana residente em Portugal, pelo passamento físico de duas das mais “proeminentes” vozes angolanas.

“É uma perda irreparável”, disse Luandino Carvalho, num outro trecho da sua declaração, augurou que a sua obra venha a ser preservada pela actual e as gerações vindouras.

Durante a homenagem a Waldemar Bastos, foram cantados, com emoção, alguns temas musicais que marcaram a sua rica carreira e foram lidas mensagens de vários quadrantes do universo cultural, com destaque para a da ministra da Cultura, Turismo e Ambiente, Adjany Costa.

No momento de exaltação a Carlos Burity, foram igualmente relembrados os sucessos musicais do grande sembista por Eddy Tussa, enquanto outros artistas, mesmo ausentes de Lisboa, como Matias Damásio, Ana Moura, Nelo Carvalho, Mariza, Nayma Mingas, enviaram mensagens de pesar pelo desaparecimento deste “monstro” da música angolana.

Carlos Burity nasceu em Luanda, em 1952, enquanto Waldemar Bastos viu a luz em M’Banza Kongo, capital da província do Zaire, a 4 de Janeiro de 1954.

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