Editorial: PIIM

Editorial: PIIM

A partir do Lóvua, o mais novo município do país, situado na Lunda-Norte, surgiram informações de que a administração local preferiu romper com os contratos de fiscalização de obras com duas empresas aí estabelecidas. Os contratados nem punham os pés nas obras.

Ontem, por intermédio do governador do Bié, Pereira Alfredo, ficou-se também a saber que nesta província serão rescindidos outros contratos na sequência de incumprimentos por parte de empreiteiros.

O Programa de Intervenção Integrada nos Municípios, vulgo PIIM, tem o mérito de numa escala alargada permitir a reabilitação de diversas infraestruturas em quase todo o território nacional. Trata-se de um ganho imensurável se tivermos em conta a situação em determinadas localidades do país.

Só que o número de infraestruturas em curso fizeram também com que se aproveitasse, igualmente, o momento para a introdução de empresas sem qualquer histórico no sector, sobretudo na construção de grandes infraestruturas. O mesmo acontece na fiscalização.

Um olhar atento aos nomes de alguns dos contemplados leva-nos logo a concluir que muitas destas empresas dificilmente passariam se se optasse por um maior rigor em relação aos contratos.

O problema do PIIM poderá não ser a falta de dinheiro para a sua implementação, mas sim as empresas contratadas sem grande experiência para que nos possamos orgulhar das obras em curso.