266 passageiros provenientes de Portugal em quarentena domiciliar

O secretário de Estado para a Saúde Pública, Franco Mufinda, revelou, ontem, à imprensa, que os 266 passageiros angolanos, que estavam retidos em Portugal por causa das medidas de prevenção e combate à Covid-19, regressaram ao país através do voo humanitário da TAAG e beneficiaram da quarentena domiciliar

O anúncio feito pelo responsável está enquadrado nas últimas decisões tomadas pela Comissão Multissectorial de Combate à Covid 19, que, através do Ministério da Saúde, começou desde o passado dia 15 deste mês a descentralização da quarentena e isolamento domiciliares dos pacientes.

 Na sequência da decisão, segundo o secretário de Estado da Saúde Pública, Franco Mufinda, disse que ontem mesmo 266 passageiros angolanos, que estavam retidos em Portugal, por causa das medidas de prevenção e combate à Covid-19 regressaram ao país através do voo humanitário da TAAG.

 Neste momento beneficiam da quarentena domiciliar de acordo com as condições previamente criadas.

“Informamos que as entidades municipais da saúde e administrativas de Luanda estiveram presentes no Aeroporto de Luanda para mapear devidamente as pessoas, com o fito de facilitar o seguimento a posterior por parte das brigadas comunitárias de vigilância da Covid-19, mas também das equipas de respostas rápidas a nível dos respectivos municípios”, garantiu.

 Quanto ao quadro epidemiológico nacional, nas últimas 24 horas, foram registados 31 novos casos de Covid-19, dois óbitos e 35 recuperados.

Entre os pacientes recuperados, 10 são das localidades das Ingombotas, nove de Viana, quatro da Maianga, três da Samba e Belas, dois de Cacuaco e Kilamba Kiaxi e um de cada no Sambizanga e Cazenga.

Mufinda, que falava na habitual apresentação do balanco diário da pandemia no país, no CIAM, explicou igualmente que, entre os 31 novos infectados, um foi diagnosticado no município do Lubango, na província da Huíla. Segundo o responsável, trata-se de um caso importado de Luanda.

Os restantes casos de infecção ocorreram todos na capital do país, particularmente nos municípios de Belas, Viana, Maianga, Cazenga, Cacuaco e Kilamba Kiaxi. Vinte e quatro das infecções foram em pessoas do sexo feminino e sete masculinos, com idades compreendidas entre 1 e 78 anos.

As duas vítimas mortais são de nacionalidade angolana. Trata-se de uma anciã de 76 anos de idade, residente no município de Belas, e de um cidadão de 47 anos, residente no município de Viana.

 País com 1.966 casos positivos e 90 mortos de Covid-19

 Com os novos dados, Angola passou a ter desde ontem 1.966 casos positivos, dos quais 90 óbitos, 667 recuperados e 1.209 activos.

Dos activos, quatro estão em esta do crítico com ventilação mecânica invasiva, 19 em estado grave, 35 moderados, 18 leves e 1.133 assintomáticos. Franco Mufinda disse que nas últimas 24 horas foram processadas 774 amostras no laboratório de biologia de biologia molecular por RT-PCR, das quais 31 positivas e 743 negativas.

No total já foram processadas por RT-PCR 50.375 amostras, das quais 1.966 foram positivas e 48.409 negativas. O governante explicou que, no período em referência, 106 pessoas obtiveram altas, respectivamente 78 na província de Luanda, 16 no Zaire, sete no Cuanza Sul, três em Malanje e duas na Huíla.

O Centro Integrado e Segurança Pública (CISP) recebeu, nas últimas 24 horas, 120 chamadas relacionadas a pedidos de informação sobre a Covid-19.

Saída de Luanda e Cuanza Norte só é permitida por razões humanitárias e comerciais

Por outro lado, Franco Mufinda recordou que o rastreio dos camionistas continua a ser feito na Escola Nacional de Saúde Pública, salientando que “o governo da província de Luanda está a realizar com afinco este trabalho de testagem com base em guias permitidas previamente”.

“Informamos que continuamos sob cercas sanitárias na província de Luanda e município do Cazengo (Cuanza Norte), sendo assim, a saída destas localidades só é permitida por razões humanitárias, comerciais, no caso, de bens essenciais e pessoas em serviço devidamente autorizadas”, lembrou.

No entanto, salientou que a testagem é feita mediante a emissão da competente credencial. “Não é permitida a saída de crianças, menos ainda de mulheres fora das condições acima elencadas”, disse.

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