Carta do leitor: A quarentena domiciliar

Bom-dia, Senhor director! No passado dia 15 começou uma nova fase na luta contra a Covid-19. Tal como se dizia, anteriormente, os próximos tempos dependerão essencialmente daquilo que for o comportamento de todos os angolanos afectados directa ou indirectamente pela pandemia.

Com a introdução da quarentena domiciliar, cada um dos infectados passa a ter uma grande responsabilidade perante os seus e todos quanto têm alguma relação com os seus parentes directos.

Colocou-se já em quarentena o grupo de angolanos que regressou de Portugal. Diz-se que são mais de 200, um número expresivo que deverá ser acompanhado minuciosamente a julgar pela irresponsabilidade com que alguns nos brindaram no passado, como são os famosos casos 26 e outros.

O que esperamos é que estes que inauguram esta fase de quarentena não procedam da mesma forma. Se o fizerem, por favor, que se aja com uma mão pesada para que não se prejudiquem os outros e estes posteriormente saiam impunes.

Dirão alguns que não devemos pensar em sanções, mas os casos que temos acompanhado pelo mundo fora demonstram que pequenos incidentes até mesmo isolados têm comprometido todo um esforço em grandes cidades. Em Angola, como já vimos há dias, há mesmo especialistas que falam na possibilidade da existência de uma ruptura dos nossos hospitais.

 A acontecer, conhecendo as nossas debilidades, poderemos acreditar que o caos se deverá apossar de todos. A falta de medicamentos e leitos pode desencadear um alarme de proporções inimagináveis. Faço votos que os nossos concidadãos recuperem.

Mas para tal, façam bem e não permitam que todos os que estão ao lado se transformem também em vítimas. Angola precisa de todos os seus filhos neste momento. Somos poucos para os desafios pós-Covid.

 Mário Santareno

 Luanda

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