Secretário de Estado diz que “Rio Luanda” é um retrocesso para o sector das águas

O secretário de Estado para as Águas, Lucrécio Costa, reuniu com os promotores da ideia da construção do “Rio Luanda” – solução para aumento da oferta de água aos bairros de Luanda – e considerou a execução desta ideia um retrocesso para o nível de desenvolvimento do sector.

 A ideia do “Rio Luanda”, avançada pelos engenheiros António Venâncio e Francisco Lopes, foi motivo de debate, num encontro que decorreu no anfiteatro da EPAL-EP.

O secretário de Estado para as Águas, Lucrécio Costa, afirmou que a forma como as deias foram apresentadas mostra que a implementação do projecto em causa fere as exigências sanitárias a serem observadas na estruturação e no funcionamento de um sistema de abastecimento de água.

 “A adução de água em canal aberto, em meio urbano densamente povoado é, do ponto de vista sanitário, impraticável, não recomendável e, na sua relação ambiental, pior seria e até poderia ser considerado acto de irresponsabilidade.

A ideia pode ainda ser considerada um retrocesso para o nível de desenvolvimento que o sector já atingiu”, disse.

A ideia apresentada por António Venâncio e Francisco Lopes considera a instalação, em meio urbano, de um número considerável de estações de tratamento de água, mas não tem em conta os custos associados, o que, como sustenta o secretário, é impraticável.

Segundo o secretário de Estado para as Águas, no decorrer do encontro, os promotores da ideia não conseguiram responder, de forma convincente, 98% das questões que foram colocadas pelos demais participantes.

Referiu, de forma directa, que a grande maioria das perguntas não foram efectivamente respondidas, porque os engenheiros que apresentaram a ideia não estiveram em condições de o fazer, já que estão numa fase ainda muito incipiente do estudo, o que serviu para desmistificar a ideia de que havia, a priori, uma base de discussão mais sólida.

Finalmente, Lucrécio Costa deixou claro que o Ministério da Energia e Águas nunca se mostrou indisponível para ouvir e discutir propostas.

Mas a iniciativa continuará a ser acompanhada pela EPAL-EP, cuja direcção agendou já um encontro, que terá como objectivo fazer a descaracterização técnica das ideias avançadas.

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