Editorial: Sempre o dinheiro

Jornal OPaís edição 1936 de 21/08/2020

O Serviço de Investigação Criminal apresentou ontem os autores do crime que vitimou mortalmente o inspector do Ministério das Finanças, Rodrigo Eduardo, da província do Cuanza-Sul.

Contra os prognósticos dos juízes de ocasião, que apressadamente se puseram a anunciar aos quatro cantos a existência de uma suposta ligação entre o assassinato deste funcionário público e investigações que estavam em curso na referida província, as nuances do crime devem ter constituído um balde de água fria.

Longe de qualquer móbil político, no sentido de se estabelecer ligações políticas, os três jovens implicados confessaram que o único motivo foi dinheiro. Não dinheiro proveniente de supostas irregularidades no Cuanza-Sul, mas da quantia de que o malogrado se fazia acompanhar regularmente na sua viatura.

Na praça pública, algumas personalidades acabaram já marcadas por terem sido associadas ao infausto acontecimento. E, pior de tudo, é que este processo não contou somente com o apoio de pessoas leigas em direito e outras ciências. Até mesmo indivíduos com responsabilidades políticas e sociais preferiram embarcar nesta operação de assassínio de carácter de concorrentes ou adversários políticos.

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