Início da campanha agrícola 2020/2021 prevista para o mês de Outubro

Este ano, o início da campanha agrícola, em Luanda, está programado para o mês de Outubro, período em que acontece oficialmente a abertura nacional. Estima-se para 2020/21 a produção de mais de 100 toneladas

O director provincial da Agricultura e Pescas de Luanda, Valdimir Catinda, referiu que o início da campanha agrícola está previsto dentro de dois meses.

Segundo o responsável, no total, pretende-se cultivar mais de 100 mil toneladas de produtos diversos, deste número 61.308,4 corresponde à agricultura familiar, enquanto 38,789 o sector empresarial.

No que diz respeito à colheita 2019/2020 o sector familiar produziu 81.549,3 e o sector empresarial 5.727, totalizando 12.958,16 mil toneladas de produtos.

“Na safra 2020/2021 acreditamos que os resultados serão satisfatórios, tendo em conta o empenho dos produtores em apostar na produção nacional”, Valdimir Catinda salientou que os números ainda são provisórios, pois continua a decorrer a colheita da produção no período de cacimbo e plantação de novas áreas com hortícolas nomeadamente, tomate, cebola, couve e gimboa.

Questionado sobre a dificuldade que os camponeses têm de cultivar a terra com recurso à mecanização, o responsável disse que os agricultores estão salvaguardados e irão pagar 20 por cento do valor cobrado aos proprietários das máquinas e os 80 por cento ficarão a cargo do Instituto de Desenvolvimento Agrário (IDA), resultante do facto de no mês de Março do ano em curso, Luanda ter sido contemplada com um lote de 30 tractores.

“De modo a ajudar os camponeses em relação à mecanização da terra e combater a especulação dos preços pelos detentores dos tractores foi feito um acordo com os mesmos e a tabela de preçários é elaborado pela IDA”, disse.

Para adquirir um tractor o comprador deve pertencer a uma cooperativa legalizada e com capacidade para comprar o kit de mecanização agrícola composto por uma frota de cinco tractores, pagos com um adiantamento de 10 por cento.

A ausência de silos em funcionamento e indústrias têm dificultado o crescimento da produção nacional, pelo facto, da falta de logística para conservar os produtos. Existem silos abandonados em algumas províncias que serão cedidos a privados para melhor dinamização, mas ainda é insuficiente para responder as necessidades da conservação.

Neste momento, as principais áreas de cultivos são as zonas de Calumbo no município de Viana, Bom Jesus, Cabiri, Quiminha, Catete, Cassoneca no município de Icolo e Bengo, corredor da Funda e Kilunda no município de Cacuaco, zonas da Mulemba, Cacoba, Longa, no município de Quiçama e a área do Bita Tanque, Baixa do Kwanza, Tombo, no município de Belas.

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