União Africana lança campanha para proteger fronteiras para salvar vidas da Covid-19

O continente africano irá, nos próximos dias, implementar uma campanha para proteger as fronteiras, as viagens, a economia e a actividade escolar no continente

O anúncio foi feito esta semana pelos ministros da Saúde e Transportes da Comissão da União Africana para os Assuntos Sociais, Infra-estruturas e Energia, congregados em reunião virtual.

De acordo com uma nota de imprensa, enviada ontem aO PAÍS, o encontro, no qual participaram os ministros Ricardo D’Abreu (Ministério dos Transportes) e Sílvia Lutucuta (Ministério da Saúde), analisou os pressupostos da campanha “Salvando Vidas, Economias e Meios de Subsistência”, a ser operacionalizada no continente.

Com a reunião ministerial virtual conjunta procurou-se obter, dentre resultados concretos, abordagem harmonizada no delineamento da coordenação da abertura das fronteiras (mar, ar e terra), bem como recomendações sobre as iniciativas de resposta conjunta.

Este encontro falou também sobre a conectividade segura global por meio da facilitação de corredores regionais, marítimos e transporte logístico, o reinício e recuperação do sector de transporte aéreo africano, a mobilidade urbana segura e a melhoria do acesso aos meios de subsistência em economias rurais.

Foram feitas também recomendações para melhorar a vigilância do Coronavírus e partilha de dados, mecanismos, processos e aplicações tecnológicas, sobre o compartilhar de dados em regiões inter e intra-económicas. Esteve também em cima da mesa o desenvolvimento de programas de teste nas escolas e para viajar dentro do continente, alavancar os programas de saúde escolar, usando a abordagem da Iniciativa PACT para avaliação e gestão de risco da comunidade.

Eixos principais do encontro

A campanha esteve inscrita numa agenda de trabalho de sete pontos que compreendeu, entre outros, a intervenção do director do CDC da África, John Nkengasong, sobre a situação epidemiológica do surto de Covid-19 em África, breve apresentação sobre estratégias de reinício e reversão durante e após a pandemia para o sector do transporte aéreo e a introdução da campanha “Salvando Vidas, Economias e Meios de Subsistência”.

Fez-se, igualmente, a proposta de monitoramento dos camionistas testados através de pulseiras electrónicas com o fim de assegurar o período de quarentena. A conectividade segura global por meio da facilitação de corredores regionais, marítimos e transporte logístico, o reinício e recuperação do sector de transporte aéreo africano, a mobilidade urbana segura e a melhoria do acesso a meios de subsistência em economias rurais, também estiveram em debate.

Retoma gradual no âmbito do modal aéreo, é considerado um elemento chave para o reequilíbrio dos fluxos de passageiros, restabelecimento de projectos em curso e/ou estímulo à dinamização da economia.

Angola com altos níveis de segurança

É considerado pela União Africana como um país que apresenta níveis de segurança elevados e facilita o cumprimento dos protocolos sanitários, de forma coordenada e alinhada entre as diferentes autoridades envolvidas.

Refira-se que, em Angola, até ao dia 18 de Agosto de 2020 foram registados 1966 casos dos quais 90 óbitos, 667 recuperados e 1209 activos. Destes activos, 1133 (93.7%) são assintomáticos. O país continua sob a cerca sanitária nacional com as medidas restritivas de entrada, na Situação de Calamidade Pública. Existe um Plano Nacional de Contingência para Resposta à Covid-19 e uma Comissão Multissectorial para gestão da pandemia.

O Estado investe em infraestruturas para a Covid-19 (cerca de 7000 camas hospitalares e 1000 ventiladores), material de biossegurança e medicamentos.

A reunião ministerial virtual conjunta resulta de um processo de consultas que decorre desde o início do corrente ano de 2020.

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