GET sonda opinião pública em relação à retoma das actividades através de inquérito

O Grupo Experimental de Teatro (GET), face ao período excepcional que o país vive, pretende retomar as suas actividades, cuja base é a representação com espectadores presentes. Para o efeito, lançou um inquérito para aferir o grau de confiança do público a fim de voltarem ao trabalho de “Teatro e Animação Infantil” quer ao domicílio quer em espaços públicos e abertos

O inquérito lançado na última semana, os e seus resultados deverão ser conhecidos depois de 15 dias. Entretanto, estará dependente da prorrogação ou não da Situação de Calamidade Pública em vigor até ao próximo dia 8 de Setembro, e se serão ou não aligeiradas algumas medidas restritivas de protecção colectiva, emanadas no Decreto Presidencial.

Todavia, o responsável artístico do GET esclarece que, com o lançamento do inquérito, pretende-se saber o grau de confiança do público a fim de voltarem aos seus trabalhos, no que respeita ao Teatro e Animação Infantil quer ao domicílio quer em espaços públicos e abertos, cumprindo ao máximo com as medidas de biossegurança impostas.

Paulo Bolota referiu que a estratégia de levar o Teatro e Animação Infantil, implementada até aqui pelo GET, às escolas, colégios e creches, actualmente, e devido às medidas de distanciamento e encerramento das instituições Escolares, aos condomínios e espaços públicos abertos (parques e jardins), estão vetados das suas actividades.

O director artístico do GET esclareceu que, ainda assim, aguarda-se que pelo menos 1000 pessoas venham a responder ao inquérito.

 As respostas deverão ser enviadas para a aplicação que gerou o inquérito (SurveyMonkey) e os resultados serão divulgados nas redes sociais do Grupo Experimental de Teatro, através do link https://pt.surveymonkey. com/r/SPTJSSR.

Cultura abalada

O sector da cultura e dos eventos foi dos mais afectados pela pandemia de Covid-19, sendo dos primeiros a encerrar actividades e, provavelmente, dos últimos que venham a retomar a regularidade de actividade, mediante as imprevisibilidades que o cenário sanitário tem vindo a apresentar.

Infelizmente, segundo Paulo Bolota, o GET tem estado parado tal como todos os grupos de teatro e de outras manifestações artísticas.

No entanto, se têm proposto a novas parcerias cuja efectivação depende muito do abrandar de algumas restrições. Daí que este inquérito é o primeiro passo para saber se há confiança para a retoma das actividades.

Estreias adiadas

Numa fase em que o GET assinalou quatro anos de existência, estavam previstas algumas estreias, mas tiveram que ser adiadas.

“Tínhamos previsto sim algumas estreias. Mas, infelizmente tiveram de ser adiadas, reformuladas ou até mesmo abandonadas. Esperamos que a 8 de Setembro haja um abrandamento das medidas para então traçarmos o 2021. Já que do 2020 resta-nos as estreias para o Natal”, disse o responsável.

O GET tem no reportório Yanri, a Menina das Cinco Tranças de Ondjaki, As Orelhas de Mutaba (Versão 1 e 2) de Isabel Lafayette, O Quebra Línguas de criação. Juntam-se a essas, algumas novas adaptações mas nenhuma ainda ensaiada.

 “Prevemos novamente Ondjaki e trabalhar contos de uma colectânea de autores angolanos Ler e Contar, recentemente lançada com propostas muito interessantes”, contou.

Paulo Bolota rematou, em geito engraçado mas preocupado, que este período em que se enfrenta a pandemia, o GET tem gerido esse mal esta fase. Ainda assim, está em carteira ao nível de projectos, a transmissão e divulgação dos seus conteúdos, através das plataformas digitais e da televisão.

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