Mais de 70% dos cidadãos apoiam as medidas de prevenção a Covid-19

71% dos cidadãos concordam com as medidas do estado de calamidade, em vigor desde o dia 9 do corrente mês, que visam combater e estancar a propagação da Covid-19, revela um estudo realizado pela Marktest Angola, a que OPAÍS teve acesso

Os inquiridores entrevistaram 700 pessoas no período compreendido entre 12 a 18 de Agosto, residentes nas províncias de Luanda, Benguela, Huambo e Huíla, com 15 ou mais anos, de acordo com o estudo.

Quanto à divisão dos dados por províncias, a Huila destaca- se com 69% das pessoas a manifestarem que concordam totalmente, em segundo está o Huambo com uma cifra de 64%. Em Luanda, o epicentro da doença no país, a taxa de aprovação é de 61% e em quarto lugar está Benguela com 52%.

No total, 56% dos inquiridos afirmaram que concordam totalmente por serem essencialmente questões preventivas, 44% justificaram a sua decisão, invocando questões de saúde, e 39% disseram ser para evitar a proliferação e ser melhor para a população.

Mas, 30% considera que as pessoas devem colaborar com as restrições do Governo, 19% reconhece que há pessoas negligentes que não cumprem com tais medidas. Uma margem muito diminuta de 15% é de opinião que deve-se cumprir para se evitar punições de pagamento de multa.

Segundo a pesquisa, as províncias que manifestaram maior concordância com as medidas tomadas foi o Huambo e a Huíla, ambas com cerca de76% dos inqueridos a concordar totalmente ou apenas concorda.

Entre os que não concordam com as medidas, 40% alega que a sua posição tem a ver com os problemas financeiros que estas medidas podem trazer para as famílias. Mas 37% diz que as medidas não são eficazes, uma vez que continuam a se registar muitos casos.

Por outro lado, 29% invoca as dificuldades e sofrimento a que muitas famílias enfrentam e 27% é de opinião que não deveriam multar, mas apenas repreender as pessoas. Sete por cento considera que o governo deveria voltar a decretar o estado de emergência, obrigando as pessoas a ficarem em casa.

Cuidado com os provenientes de zonas onde a contaminação é mais elevada

Os pesquisadores analisaram também o ponto de vista das pessoas em relação à atitude de pessoas que chegam de zonas onde a contaminação do vírus é mais elevada e os resultados apontam que se verifica uma grande maioria dos angolanos com receio da sua aproximação.

“Cerca de 82% referiu que aumentava as medidas de protecção e 90% referiu que evitava o contacto com essas pessoas independentemente de estarem ou não contaminadas”, lê-se no documento.

Neste quesito, esclarece que as províncias de Benguela e Huíla são aquelas onde a população referiu, em maior número, que aumentava as medidas de protecção, isto na ordem de 87% e 86%, respectivamente.

O estudo revela ainda que as províncias do Huambo e Huíla são aquelas cuja percentagem de entrevistados foi significativamente mais elevada em relação ao distanciamento físico com os cidadãos vindos de províncias ou de países mais infectados (96%e94%de cada uma das províncias).

Já em relação ao modo como as autoridades sanitárias estão a proceder face à pandemia, o estudo da Marktest Angola indica que cerca de 63% considera que está a proceder bem ou muito bem. As pessoas que têm essa opinião estão maioritariamente localizadas na província da Huila.

“Destaca-se de modo significativo a província da Huíla com 73% que referiu que as autoridades sanitárias estão a proceder bem ou muito bem”.

De acordo com o estudo, quanto à actuação do Presidente da República, João Lourenço, face à pandemia cerca de 73% referiu que está a proceder bem ou muito bem. Uma vez mais a província da Huíla destacou-se com cerca de 77%.

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