Ministra de Estado visita crianças submetidas a intervenção cirúrgica, inclusive a bebé que tinha um tumor

A ministra de Estado para a Área Social, Carolina Cerqueira, acompanhada pelos secretários de Estado para a Saúde Pública, Franco Mufinda; da Acção Social, Elsa Barber e da secretária do Presidente da República para a Área Social, Fátima Viegas, visitaram, ontem, a Unidade de Neonatologia, do Hospital Pediátrico de Luanda, onde estão internadas mais de 30 crianças submetidas a intervenção cirúrgica, entre elas, a bebé que nasceu com “teretoma saco coccígea” que foi operada com sucesso

Carolina Cerqueira, que fazia uma visita de constatação, ontem, em Luanda, ao Hospital Pediátrico David Bernardino, disse à imprensa que um dos objectivos dessa visita foi de responsabilidade, uma vez que nas redes sociais circularam imagens a deturpar o caso de uma criança que necessitava de cirurgia, e aproveitadores quiseram utilizar o sofrimento de um inocente para extorquir dinheiro a uma pobre família.

No entanto, contou que imediatamente trabalharam com a ministra da Saúde e com as instituições de investigação competentes e a bebé está salva, e em boas mãos.

Por outro lado, a ministra de Estado para a Área Social, contou que um grande investimento está a ser feito pelo país para, efectivamente, modernizar a saúde e dotá-las de infra-estruturas, pessoal médico de assistência, entre outros.

“Nós viemos aqui com espírito de partilha. Viemos partilhar esse carinho e essa assistência; essa solidariedade e esse amparo às pessoas, num clima de Covid-19 de muitas apreensões, medos e receios”, disse.

A governante expressou satisfação pelo facto de a equipa médica do Hospital Pediátrico estar a realizar uma tarefa que está a devolver a esperança nas famílias, cuidando e garantindo a saúde de crianças necessitadas.

Imagens veiculadas nas redes socias com a cobrança de 1 milhão de Kwanzas para cirurgia não correspondem com a verdade

Por sua vez, o director-geral do Hospital Pediátrico David Bernardino, Francisco Domingos, disse que as imagens veiculadas nas redes socias, de que o hospital estava a cobrar 1 milhão de Kwanzas para intervenção cirúrgica da criança não correspondia com a verdade, sendo que a criança já foi operada sem custos para a família.

“Foi uma cirurgia complexa. Já houve cirurgias de teretoma saco coccígea, nós temos várias experiências, mas essa era muito volumosa e tinha grande quantidade de líquido que dificultava, inclusive, a avaliação prévia e mais lógica, mas a cirurgia foi de sucesso e satisfatória”, disse.

O médico explicou que o que estará na base desse “teretoma saco coccígea” é a assistência pré-natal adequada, o que significa que a mãe, logo que se aperceba da gestação, deve ir a um centro de assistência para que tenha as consultas regulares e são definidas com quatro consultas antes do parto.

No entanto, contou que já está aprovado que a toma do ácido fólico, que é uma das recomendações feita no período pré-natal, protege o factor para deficiências do tubo neural e outras má-formações congénitas.

De recordar que a criança nasceu no dia 4 de Julho, no hospital municipal de Cacuaco, e no dia 5 deu entrada no Hospital Pediátrico de Luanda, onde no dia 18 foi submetida a uma cirurgia.

Covid-19 já infectou quatro profissionais de saúde do Hospital Pediátrico de Luanda

A revelação é do director-geral do Hospital Pediátrico David Bernardino, Francisco Domingos, que disse ter, neste momento, quatro profissionais da Saúde infectados com a Covid-19.

No entanto, sublinhou que em termos de contágios na sua unidade hospitalar, os adultos são os mais afectados. “Nós tivemos casos de Covid-19 em três crianças, mas ao nível dos adultos já temos seis. Temos em profissionais de saúde, mas também em acompanhantes de crianças”, contou.

Por outro lado, contou que o hospital recebe em média 150 crianças por dia e para o internamento vão em média 30 a 50 crianças no Banco de Urgência e ao nível de urgência uma média de dois a três óbitos.

Fez saber que as principais patologias são a malária, doenças respiratórias agudas, infecções do recém-nascido, complicações de doentes drepanócitico e crianças de fórum neurocirúrgico.

Já a secretária de Estado para Acção Social, Elsa Barber, disse que a visita enquadra-se no âmbito da protecção à criança, no sentido de tomarem conhecimento das condições em que elas são tratadas e expostas após o seu nascimento.

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