PRA-JA e TC voltam às negociações para a legalização do partido

A organização refere que a interpretação que está a ser feita, pela opinião pública, através das redes sociais, dando conta que o coordenador da comissão instaladora, Abel Chivukuvuku, poderá, eventualmente, aliar-se a um outro partido da oposição para derrubar o MPLA nas eleições gerais, no próximo pleito, em 2022, caso o PRA-JA não venha a ser legalizado, são falsas

Os advogados da comissão Instaladora do projecto político PRA-JA Servir Angola, de Abel Chivukuvuku, e o Tribunal Constitucional (TC) voltam a sentar amanhã, à mesma mesa, em mais uma tentativa pela busca da legalização do partido, anunciou o membro da comissão instaladora, Xavier Jaime. 

Segundo o político, a organização continua firme e a lutar de várias formas e possibilidades de forma a legalizar o PRA-JA. 

No entanto, conforme explicou, na última semana, houve um encontro entre os advogados e o Tribunal Constitucional para acertos de passos que devem ser reactivados. Do encontro, Xavier Jaime fez saber que o Tribunal solicitou ao PRA-JA que voltasse a entregar o processo na Segunda-feira para a sua reapreciação. 

Segundo ainda Xavier Jaime, a interpretação que está a ser feita, pela opinião pública, através das redes sociais, dando conta que o coordenador da comissão instaladora, Abel Chivukuvuku, poderá, eventualmente, aliar-se a um outro partido da oposição para derrubar o MPLA nas eleições gerais, no próximo pleito, em 2022, caso o PRA-JA não venha a ser legalizada, são falsas. 

“Cada um poderá fazer a interpretação que quiser da entrevista de Abel Chivukuvuku. Mas daquilo que é a sua ambição, está muito longe a possibilidade de ele atirar por terra essa possibilidade”, frisou, tendo acrescentado que “Chivukuvuku está muito distante de entregar e desistir do grande projecto político que é o PRA-JA”. 

Há muitas portas e muitas maneiras 

Ainda segundo Xavier Jaime, na entrevista que concedeu a página online da organizado não-governamental Fried Of Angola, Abel Chivukuvuku deixou claro que a batalha em prol da legalização do PRA-JA é uma frente constante que, se não for atendida internamente, a organização poderá recorrer aos mecanismos internacionais no âmbito da transparência. 

Tal como reforçou, o PRA-JA, apesar de não ser ainda legalizada, já está enraizada no xadrez político nacional, pelo que a sua legalização assume-se como um caminho sem volta. 

“Não estamos preocupados com injustiça. Estamos é preocupados com a forma como as instituições trabalham. Mas há muitas portas e muitas saídas para a legalização do PRA-JA”, apontou. 

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