SIC lança campanha de recuperação de bens perdidos

O Serviço de Investigação Criminal tem em carteira o lançamento de uma campanha denominada “Recupere o seu Bem Perdido”, em que os cidadãos que viram os seus bens roubados ou furtados poderão recuperar mediante a apresentação de um comprovativo. Numa primeira fase, far-seá a entrega de viaturas e motorizadas

Muitos são os bens roubados ou furtados que o Serviço de Investigação Criminal (SIC), durante as suas acções operativas apreende, mass donos não reclamam, alguns por não mostrarem interesse em o fazer, outros porque acham que não mais poderão recuperá- los. Assim, o SIC pretende lançar uma campanha para fazer chegar estes bens aos legítimos proprietários.

A informação foi-nos avançada pelo director do Gabinete de Comunicação Institucional e Imprensa do SIC-Geral, Manuel Halaiwa, durante uma visita feita ao jornal OPAÍS.

Segundo o responsável, o SIC disponibilizou uma página no Facebook (Serviço de Investigação Criminal de Angola–SIC), para estreitar a relação com os cidadãos, com a apresentação de informações das acções operativas, de sensibilização, prevenção e combate à criminalidade, entre outras.

Neste contexto, esta plataforma será aproveitada também para o lançamento da campanha “Recupere o seu Bem Perdido”, prevista para os próximos dias, onde o cidadão poderá encontrar aqule bem que eventualmente não tenha sido reclamado.

Há cidadãos que apresentaram queixas no piquete da Polícia de furto ou roubo, o SIC fez as diligências e recuperou o bem mas, muitos, devido ao período dilatório (desde a altura da queixa até à recuperação) acabam caindo no conformismo, pensando que os bens não mais serão recuperados, e desistem. O SIC, às vezes, tem tido dificuldades de contactar estes cidadãos, pois alguns deixam um número de telefone que depois de um tempo não chama.

“Estamos a falar de viaturas, motorizadas, placas, telefones, plasmas, botijas de gás, etc., e todos estes bens ficam guardados num espaço junto das nossas direcções municipais, onde temos o nosso piquete. Evidentemente, estamos a ficar sem espaço e precisamos fazer a entrega destes bens aos seus legítimos proprietários”, disse.

Todos os bens que estão em posse do SIC serão fotografados, inscritos numa base de dados, com a data de recuperação, características dos bens e o piquete em que está inscrito, e tornado público através da página do Facebook.

Se alguém o reconhecer, deverá dirigir- se ao piquete inscrito, apresentar os documentos que comprovam a propriedade legítima ou a participação do roubo/furto.

Para os casos dos cidadãos que não fizeram sequer uma participação à Polícia, será aberta uma excepção, desde que consiga provar que é, de facto, proprietário daquele bem. Por exemplo, um telefone, que com o código de segurança consegue-se o acesso, verifica-se se as fotografias e outros ficheiros pertencem ao cidadão em causa; nas botijas de gás, por ser mais complexo, o processo será outro, e Manuel Halaiwa prometeu esclarecer nas próximas ocasiões.

Acautelar o aproveitamento

Não se descartou a possibilidade de, nesta situação, haver pessoas aproveitadoras, pelo que, o entrevistado garantiu-nos que será redobrada a vigilância, para que casos do género não venham a acontecer.

“Há objectos que são semelhantes mas, como sabe, mesmo até os dispositivos electrónicos têm um código que o diferencia do outro. A partir dali será fácil aferir que este código pertence à viatura Y ou Z”, disse, tendo reforçado que darão oportunidade, numa primeira fase, de bens de fácil identificação das características, tendo exemplificado as viaturas e motorizadas.

Depois, passarão para os bens mais difíceis de se identificar o proprietário, uma questão que exigirá mais trabalho do SIC, também pelo facto de ainda existir muita gente que depende do mercado informal para a compra de determinados bens.

Reconheceu que electrodomésticos, e outros bens, comprados no mercado informal darão algum trabalho, mas tudo está a ser feito para facilitar a identificação do proprietário, inclusive a partir de um interrogatório.

“Há bens que não serão entregues mesmo, porque os reclamantes não conseguiram provar que os pertencem. Nestes casos, o bem será revertido a favor do Estado”, disse.

‘Combater’ a cultura da não participação policial

A campanha poderá estimular nas pessoas a cultura de fazerem a participação, imediatamente, sempre que perderem um bem, quer por furto quer por roubo. A cultura de participar estas situações à Polícia ainda é muito baixa no nosso país, quadro que poderá mudar com esta campanha, segundo o director do GCII do SIC-Geral.

O entrevistado disse que os cidadãos não devem se sentir intimidados por não terem consigo a factura ou a participação policial, pois se apresentarem uma testemunha poderá ser tido em conta.

Outrossim, ainda sobre a página do Facebook, o porta-voz do SIC-Geral disse que estão a trabalhar para publicarem informações diferenciadas, de modo a que se evite a repetição de publicações em relação as outras páginas, como a da Polícia Nacional de Angola e a do Ministério do Interior.

Procuram dar mais destaques às acções desenvolvidas pelo SIC. “Ainda que não tenhamos muitos conteúdos, mas quando publicarmos seja uma acção desenvolvida única e exclusivamente do SIC”, sublinhou.

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