Falta de médicos paralisa bloco operatório em Catete

O bloco operatório da maternidade do Hospital Municipal do Icolo e Bengo, província de Luanda, encontra-se paralisado há quatro meses, alegadamente por falta de obstetras e cirurgiões, revelou hoje (segunda-feira) o director da unidade, Renato Palma.

Em declarações à Angop, o responsável disse que regista-se a escassez de quadros especializados para as áreas de gineco-obstetra e cirurgia, razão que leva a paralisação do bloco operatório.

Mas, para suprir a situação conta-se com um projecto remetido à Direcção Municipal de Saúde para o recrutamento do quadro médico em falta na capital do país (Luanda).

Segundo Renato Palma, o hospital carece de muitos quadros especializados, sobretudo, para a área de obstetrícia, e licenciados em enfermagem para acudir a área da saúde materna infantil.

Entretanto, disse, pela dimensão do hospital seriam necessários 21 médicos, embora existam oito, dos quais três pediatras, dois obstetras e três clínicos gerais.

A referida infra-estrutura, inaugurada pelo ex-governador de Luanda, Sérgio Rescova, em Setembro 2019, conta com salas de serviços de anestesia, recobro, berçário, duas incubadoras e uma área de esterilização de materiais cirúrgicos e hospitalares.

Por seu turno, a directora clínica do referido hospital, Paula Simão Kamata, confirmou que antes o bloco operatório funcionava com o ex-director da instituição, por ser médico cirurgião.

Durante o período de funcionamento, o bloco operatório realizou mais de 50 cirurgias, isto é, da inauguração, em Setembro de 2019, até a saída do ex-director.

Paula Simão Kamata informou que os doentes que acorrem com maior frequência ao hospital municipal apresentam como patologia mais frequente a malária e o que mais preocupa é a hipertensão, porque os moradores não controlam o consumo do sal.

Outras doenças, que igualmente surgem, são as diabetes e os traumatismos que aparecem por espancamentos e acidentes de viação.

Em relação aos medicamentos, disse que os soros estão entre os fármacos mais usados e necessitados no hospital.

No princípio deste mês, 40 jovens da  JMPLA de Icolo e Bengo e Quissama doaram 40 bolsas de sangue à hemoterapia do hospital, aumentado assim o seu stock.

Segundo o responsável do hospital, diariamente 70 pacientes acorrem a unidade sanitária e muitos deles com malária complicada, agravada em alguns casos, com anemia severa, cuja cura requer transfusão sanguínea.

Por essa razão, acrescentou, a doação assegurou o stock em conservação da hemoterapia, o que certamente vai ajudar muito.

Construído há 105 anos, o hospital municipal de Catete possui uma capacidade de 100 camas, das quais 33 para adultos e 66 para crianças.

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