Literacia financeira em seminário a partir de hoje em Luanda

A iniciativa é do Conselho Nacional de Estabilidade Financeira e vai reunir técnicos do INIDE que vão trabalhar na expansão da literacia financeira através do ensino nos vários ciclos

Começa hoje (24 de Agosto) um Seminário sobre a inserção de conteúdos de Literacia Financeira no programa curricular nacional obrigatório.

A iniciativa, que vai decorrer até 18 de Setembro, visa o desenvolvimento de competências de 100 técnicos do INIDE e autores de materiais curriculares em matéria de educação financeira. Resultará na identificação dos conteúdos de Educação Financeira que serão integrados nos materiais curriculares do Iº ao IIIº ciclo de ensino.

De acordo com a organização, para todos aqueles que estiveram envolvidos no processo chegou o momento decisivo que visa o aumento do conhecimento e compreensão dos mistérios do dinheiro, do saber que realmente enriquece.

O Secretário Executivo do Conselho Nacional de Estabilidade Financeira, Luzolo de Carvalho, avançou que o seminário será ministrado por representantes dos reguladores do Sistema Financeiro Angolano (SFA) e da AGT, e abordará temáticas transversais à banca, seguros, mercado de capitais e tributação.

A formação decorre no âmbito do Programa de Adequação Curricular (PAC 2018-2026), aprovada pelos membros do Conselho Nacional de Estabilidade Financeira (CNEF), designadamente, o Banco Nacional de Angola (BNA), a Comissão do Mercado de Capitais (CMC) e a Agência Angolana de Regulação e Supervisão de Seguros (ARSEG), e a Administração Geral Tributária (AGT). A inserção dos conteúdos de Literacia Financeira no programa curricular nacional obrigatório insere-se no Projecto de Desenvolvimento do Sistema Financeiro (PDSF), braço financero do Plano de Desenvolvimento Nacional 2018-2022, como um dos pilares da Inclusão Financeira.

Sobre o PDSF

O Projecto de Desenvolvimento do Sistema Financeiro 2018-2022 (PDSF) estabelece um plano cronológico de acções a implementar pelos supervisores, que visam a promoção de um sistema financeiro mais resiliente. Neste âmbito, é da competência do Secretariado Executivo do CNEF o acompanhamento destas acções, facilitando a introdução de reformas ao sistema financeiro angolano.

O PDSF resultou do contributo directo de equipas do MINFIN, BNA, CMC, ARSEG, UIF, Secretariado Executivo do CNEF e do Banco Mundial.

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