Editorial: Coisas da Covid-19

Os números alarmantes da Covid-19 na província do Zaire fizeram soar o alarme sobre as cercas sanitárias que foram determinadas pelas autoridades sanitárias angolanas.

Há algum tempo que o Cuanza-Norte, a escassos quilómetros da capital Luanda, viu alguns dos seus bairros fechados na sequência dos casos que aí ocorrem, fazendo com que se diminuísse o fluxo de viaturas e, consequentemente, das actividades comerciais.

As comparações hoje levam ao questionamento da situação no Zaire, entre os municípios do Soyo e Mbanza Kongo, que transformaram esta província na segunda mais infectada do país.

Talvez existam razões para que se feche um sítio com menos casos e se deixe aberto aquele que registe mais contágios. De qualquer modo, julgamos que se deveria começar a equacionar uma nova forma de enfrentamento da doença que permitisse, ao mesmo tempo, recuperar as actividades económicas.

Luanda sempre funcionou como pulmão da economia angolana. É o maior ponto de escoamento de produtos do campo e aquela que mais oferta de serviços também oferece. Então, que se criem condições para que este novo normal não impeça o andamento normal do desenvolvimento tão almejado.

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