Carta do leitor: Estrada Nacional 230

Bom dia caro coordenador! Fazemos votos de que a semana tenha corrido bem para todos os integrantes deste jornal.E esperamos que continuem a nos fornecer o mesmo produto todos os dias.

Escrevo por causa de uma preocupação que surgiu hoje depois dos primeiros serenos que caíram sobre Luanda, onde me encontro neste momento. Mas a preocupação está associada à recuperação da Estrada Nacional 230, sobretudo naquela empreitada anunciada pelo ministro do Urbanismo e Construção.

A recuperação desta estrada, sobretudo no eixo mais próximo das províncias da Lunda-Norte e Sul é das maiores novidades que se poderia esperar. Quem habita naquela parte de Angola sabe o quão sofrível tem sido percorrer aquela estrada até chegar ao destino.

Os camionistas têm sido autênticos heróis para que ainda exista comida e outros produtos. Dos autocarros já nem se fala. Sempre foi um martírio, mas ainda assim muitos deles se punham à estrada conscientes de que o bem maior, circulação de pessoas e bens, tinha que ser mantida.

Então que se faça um trabalho digno dos mais de 600 milhões de dólares disponibilizados para aquela estrada. Não se improvise. Nem um pouco. A fiscalização deve ser a mais séria possível para se evitar sobre-facturação nem o uso de material inadequado.

Mas antes que me despeça, senhor coordenador, aí vai a questão que não se quer calar, razão pela qual comecei esta minha abordagem com o regresso das chuvas. Haverá condições para se trabalhar sem imprevistos, com a regularidade de chuvas, nas províncias da Lunda-Norte e Sul?

POR: Manuel Samakassanje
Viana- Luanda

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