Editorial: Transparência

Jornal OPaís edição 1943 de 28/08/2020

A nomeação do ministro Diamantino Azevedo, ontem, pelo Presidente da República, João Lourenço, para presidir o Comité Nacional da Iniciativa de Transparência nas Indústrias Extractivas representa mais um passo de mestre do Executivo angolano para a construção da sociedade transparente que se pretende.

E ao incluir na iniciativa, não só os representantes governamentais, mas também membros da sociedade civil, o Estado angolano dá um sinal de que não tem receios em partilhar informações sobre os recursos do país, mormente os provenientes do petróleo e dos diamantes.

A Iniciativa de Transparência nas Indústrias Extractivas é uma plataforma voluntária de promoção da transparência e gestão responsável das receitas provenientes dos sectores extractivos – mineiro e petrolífero – implantada pelos países interessados e pelas empresas que operam nestas indústrias, como se lê no comunicado fornecido, ontem, pelos Serviços de Apoio do Presidente João Lourenço.

A sua adesão ou criação depende da vontade de cada Estado. No caso do angolano, ao abrir as portas para que se saiba sobre o que tem sido feito, fará com que o uso das receitas provenientes destes sectores sejam cada vez mais fiscalizado. Esta aceitação poderá servir de desestímulo para aqueles que se sentirem tentados a descaminhar as receitas provenientes do petróleo e dos diamantes, que pertencem a todos os angolanos.

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