Encarregados de educação apresentam preocupações sobre o reinício das aulas em época de Covid-19

Pais e encarregados de educação dos 144 municípios do país vão hoje apresentar, em simultâneo, as suas preocupações sobre a possibilidade das aulas reiniciarem em época da pandemia da Covid-19, junto das repartições locais do sector, de acordo com uma circular a que OPAÍS teve acesso

A ministra da Educação, Luísa Maria Grilo, orientou, através da circular nº 28/2/2.2/ RE/2020, que os gabinetes e secretarias provinciais de Educação a procederem deste modo, a fim de obter deles subsídios sobre as formas de garantir o direito à educação dos seus filhos no actual contexto.

As conclusões e recomendações deverão ser encaminhadas ao MED até ao dia 1 de Setembro”, determina Luísa Grilo, no documento datado de 20 do corrente mês.

Espera-se que destes encontros possam sair apoio e a colaboração para o retorno às aulas. O mesmo ocorre na sequência do “Encontro de Reflexão sobre o Direito à Educação e Formação em Contexto da Covid-19”, realizado no dia 18 com os parceiros sociais e líderes de opiniões. A governante esclarece que os participantes concluíram existir necessidade de se estender este diálogo e auscultação a outras entidades ligadas directa e indirectamente à educação e formação das crianças e jovens.

Os participantes ao encontro, que decorrerá sob o lema “Escolas e Famílias juntas no asseguramento da Educação e Formação das Crianças e Jovens”, vão centrar as suas reflexões em torno de duas questões fundamentais.

Primeiramente, deverão cingir-se na apresentação, na sua perspectiva, das consequências que estão a ter a paralisação das aulas na formação dos educandos. E, por outro lado, vão apresentar o apoio ou colaboração que podem tributar à escola para o retorno das aulas, em contexto da Covid-19.

Esclarece que, actualmente, as escolas deixarem de ser “lugares prazerosos e seguros, de onde se adquire (ia) conhecimentos, habilidades, aptidões e valores de cidadania”. Em contrapartida passou a ser, na concepção de muitos pais e encarregados de educação, lugar de contágio da Covid-19. “E, por conseguinte, espaço que deve ser evitado a todo o custo para preservação da saúde e da vida dos seus filhos e educandos”.

O MED diz que não há fórmulas educativas de sucesso operacionalizadas na escola que não tenha a compreensão, o apoio e a colaboração dos pais e encarregados de educação. Enfatiza que que a escola e a família têm elos que não podem ser quebrados no processo de ensino e aprendizagem das crianças.

“Sendo que, qualquer abalo que exista nesta relação, compromete as expectativas da família e da sociedade. Numa palavra, tudo que diga respeito ao ensino e educação interessa não só à escola, mas, sobretudo, aos pais e encarregados de educação”, frisa.

Explica de seguida que ser esta a razão que, em tempo de pandemia da Covid-19, que resultou no encerramento das escolas do país, se justifica auscultá- los sobre os seus pontos de vista, conselhos e necessária colaboração para um cenário de retorno às aulas em convívio com a Covid-19.

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