Casos de Covid-19 chegam aos municípios do Alto Zambeze e dos Bundas, no Moxico

Nas últimas 24 horas, foram confirmados 56 novos casos positivos de Covid-19, dos quais 50 são de Luanda, um no município dos Bundas e dois no Alto Zambeze, província do Moxico, este último faz fronteira com a Zâmbia e República Democrática do Congo (RDC). Há ainda a assinalar dois casos registados em Benguela e um no Bengo. Por outro lado, 53 pessoas recuperaram e uma perdeu a vida em consequência do vírus, anunciou, ontem, o secretário de Estado para a Saúde Pública, Franco Mufinda

Apesar de as autoridades sanitárias anunciarem, ontem, a ocorrência de mais 56 casos, entre os quais os primeiros do município do Alto Zambeze, província do Moxico, os dados apontam casos de infecção por Covid-19 em 14 províncias do país das 18 existentes, estando sem contágio até ao momento, o Cuando Cubango, Lunda-Sul, Huambo e Namibe.

Sublinhe-se que o Alto Zambeze é um município da província do Moxico, com sede em Cazombo, que é limitado a Norte pela República Democrática do Congo, a Leste pela República da Zâmbia e a Oeste pelos municípios dos Bundas, Moxico, Cameia e Luacano.

Por essa razão, Franco Mufinda apelou ao redobrar das medidas de prevenção nessa província, tendo em conta a fronteira que a mesma tem com a RDC e a Zâmbia. Por essa altura, a província do Moxico conta com o registo de quatro casos positivos, sendo um no Luena, importado de Luanda.

O secretário de Estado para a Saúde Pública, Franco Mufinda, que falava na habitual actualização diária sobre a pandemia da Covid-19 no país, explicou que dos entre os 56 infectados constam ainda dois de Benguela e um do município do Dande, província do Bengo.

Os restantes casos diagnosticados são da província de Luanda, distribuídos pelos municípios da Ingombota, Belas, Talatona, Maianga, Samba, Sambizanga, Rangel e Kilamba Kiaxi.

Segundo o secretário de Estado para a Saúde Pública, Franco Mufinda, 33 dos infectados são do sexo masculino e 23 do sexo feminino, com idades compreendidas entre os cinco meses de vida e 83 anos.

Quanto ao caso de óbito, explicou tratar-se de um ancião angolano de 91 anos de idade, do município do Kilamba Kiaxi, da província de Luanda, que faleceu ontem.

Por outro lado, disse que nas últimas 24 horas foram recuperadas 53 pessoas, todas da província de Luanda, com idades entre os quatro e 62 anos, dos quais 17 são do sexo feminino e 36 do sexo masculino.

País contabiliza 2.471 infectados e 106 mortes

Neste momento, os casos de Covid-19 no país apontam para 2.471 infectados, com 106 óbitos, 1.028 recuperados e 1.337 activos. Entre os doentes activos, quatro estão em estado crítico com ventilação mecânica invasiva, 17 estão graves, 35 moderados, 45 leves e 1.236 assintomáticos.

Nas últimas 24 horas, foram processadas 528 amostras na base de biologia molecular por RT-PCR, das quais 56 positivas e 472 negativas. O total de amostras recebidas até agora pelo laboratório de biologia molecular por RT-PCR é de 55.662, das quais 2.471 são positivas e 53.191 negativas.

Por outo lado, o responsável contou que nas últimas 24 horas 30 pessoas receberam alta, sendo 13 de cada na província de Luanda e Benguela, três no Bié e uma na Lunda-Sul.

O Centro Integrado de Segurança Pública (CISP) recebeu, no período em referência, 70 chamadas, das quais quatro denúncias de violação de cerca sanitária e 66 foram pedidos de informação sobre a Covid-19.

África verifica redução de números de casos de Covid-19, mas Angola está na fase crescente

O secretário de Estado para a Saúde Pública, Franco Mufinda, fez saber que estão a acompanhar alguns dados que foram avançados pela África CDC sobre o comportamento da doença em África, onde se verifica um decréscimo de números, de uma forma global, de 20 por cento. 

Segundo Franco Mufinda, apesar de a África registar nesse momento uma diminuição de 20 por cento em termos de taxa de infecção por Covid-19, Angola ainda está na fase crescente de casos, apelando o redobrar das medidas de prevenção para se cortar a cadeia de transmissão. “Esta realidade ainda não é nossa. É uma análise global. 

Em Angola, nós ainda estamos na fase crescente de casos. Olhando também para a nossa taxa de letalidade por Covid-19 ela está em torno de 4.2 por cento. Quando a comparamos com a taxa que se situa em 3.3 há um diferencial de 0.9 de taxa de letalidade”, contou. 

No entanto, revelou que o país já teve momento em que esteve com taxa de letalidade acima de 5 por cento. 

“Isso acaba por expressar, uma vez mais, o trabalho que estamos a levar a cabo no sentido de recuperar cada vez mais pessoas e evitar que tenhamos números elevados de pessoas que padeçam. 

Este é o objectivo para evitar a cadeia de transmissão e que tenhamos novos casos de infecção e, sobretudo, evitar também mortes”, manifestou. 

Por outro lado, justificou a alta taxa de mortalidade com o facto de os doentes, sobretudo, os em estado grave terem outras patologias crónicas não controladas associadas à Covid que precipitam a morte, sendo que, às vezes, chegam ao hospital já em estado crítico. 

No entanto, apelou à cultura de hábitos saudáveis, que passam por não fumar, praticar exercícios físicos, não ingerir excessivamente álcool, equilíbrio da alimentação, ler e preocupar- se com a saúde, bem como evitar aglomerações. 

Hospital de campanha com capacidade de 200 camas entregue na Lunda-Norte

O governante fez saber que ontem, o coordenador da Comissão Multissectorial para o Combate à Covid-19 entregou, na província da Lunda-Norte, o hospital de campanha com a capacidade de 200 camas.

Ainda no quadro do reforço da capacidade institucional informou que está em Luanda um grupo de 20 técnicos de saúde laboratorial provenientes do Uíge, Lunda-Norte e Huambo, que estão a ser formados e vão trabalhar na montagem dos laboratórios de biologia molecular a serem instalados nessas províncias por uma empresa chinesa.

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