Editorial: Covid e mortes

Jornal OPaís edição 1944 de 29/08/2020

Infelizmente, a Covid 19 continua a ser uma mancha negra para o mundo. Este mesmo mundo em que Angola aparece como tendo uma das piores taxas de letalidade, conforme frisou o secretário de Estado para a Saúde Pública, Franco Mufinda.

Há muito que se tem levantado esta situação quando vimos noutras partes do continente africano, particularmente, países com mais casos, mas cujas mortes têm sido reduzidas, incluindo alguns na nossa região.

Para as autoridades angolanas, representadas regularmente por Franco Mufinda, a razão do aumento de mortes em Angola é o facto de “os pacientes possuírem outras enfermidades crónicas não controladas, e, que, às vezes, chegam já ao hospital em estado crítico’.

Estando Angola numa situação ainda crescente de casos, vislumbra-se um quadro mais sombrio até mesmo em termos de mortes, apesar de o secretário de Estado ter anunciado medidas para se reverter o quadro.

Mais uma vez, pelo que se percebe, a salvação é colocada do lado dos cidadãos, para que tenham cuidado e travem esta cadeia de contágio. Porém, ao Executivo pode ser também solicitada uma outra forma de abordagem.

A ser verdade que alguns chegam já em estado crítico aos hospitais, ao nível intermédio não se tem conseguido sequer averiguar o real estado destas pessoas.

É preciso que exista um tampão nos postos de saúde e centros médicos para que à partida se detecte o verdadeiro estado clínico dos pacientes.

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