Editorial: Um país quase cercado

Ontem, mais uma província acabou por cair nas malhas da Covid-19: a Lunda-Sul. Os dados avançados apontam que a infecção chegou àquela província por intermédio de um indivíduo que partiu de Luanda. Na ânsia de matar a saudade dos parentes, o indivíduo em causa acabou por levar para aquela parcela o vírus que mudou o mundo, transformando até mesmo países poderosos em insignificantes neste combate.

Agora, apenas o Cuando Cubango, Huambo e Namibe estão afastados desta pandemia. Se não se controlar melhor as pessoas que teimam em furar as cercas sanitárias, instaladas em determinadas zonas, como se não existissem agentes da Polícia Nacional e efectivos das Forças Armadas Angolanas, a doença poderá atingir o resto do país.

O aumento de casos já vai obrigando a uma nova abordagem sobre a doença. Noutras latitudes mundiais, isso se tem traduzido no colapso dos sistemas de Saúde, o que esperamos não ocorra no nosso país.

A permissividade com que se tratou inicialmente o problema, em relação aos que furavam as cercas, tanto em Luanda quanto noutros pontos do país, acabou por fazer jurisprudência.

Só assim se pode compreender que, apesar das mortes e o aumento de casos em quase todas as províncias, ainda existam pessoas a furarem cercas sanitárias, como aconteceu agora na Lunda-Sul.

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