Projecto “Family Matteres” apoia fotógrafos dos PALOP

A iniciativa provém de uma Plataforma Cabo-verdiana, que integra 28 fotógrafos oriundos de Angola, Moçambique e Cabo- Verde. Tem a finalidade de arrecadar fundos, através da venda e impressão de fotos, que serão distribuídos de igual modo aos artistas

Para acudir o impacto negativo nos profissionais de fotografia de três países dos PALOP (Países de Língua Oficial Portuguesa), foi criado recentemente o projecto “Family Matters”, iniciativa da plataforma cabo-verdiana AOJE/Catchupa Factory.

A sua finalidade é a arrecadação de fundos através da venda de impressão de fotos, destinando de imediato os fundos aos artistas, cerca de 28 fotógrafos envolvidos, entre angolanos, moçambicanos e caboverdianos. Com preços de impressão considerados acessíveis, pretende- se incentivar as vendas e, também, tornar o projecto acessível ao grande público, bem como estimular novos coleccionadores e emergentes.

É ainda objectivo do projecto incentivar as galerias e museus, para investirem na fotografia africana, contemporânea, com a aquisição de obras e apoio aos artistas através de outras modalidades. Neste plano, que tem o colectivo cultural “Pés Descalços” como parceiro em Angola, participam um leque de artistas angolanos, designadamente, Flávio Cardoso, Bruno Carlos, Indira Mateta, Rui Sérgio Afonso e Sofia Yala Rodrigues.

De Moçambique integram David Aguacheiro, Yassmin Forte, Nuno Silas, Vladimir de Sousa e Edilson Tomás. Já do país anfitrião, Cabo-Verde, fazem parte do elenco Kitty Blunt, João Brito, José Correia, Hélder Doca, Queila Fernandes, Ângelo Lopes, Maiky Miller, Evanilda Monteiro, Odair Monteiro, Nuno Ramos de Pina, Grace Ribeiro, Marcos Rocha de Pina, César Schofield Cardoso, Edson Silva D, Tozat e Zalikah, São Tomé e Príncipe – Carla Rebelo e Herberto Smith.

Segundo consta, toda a renda das vendas será direccionada para um fundo de emergência, que será distribuído igualmente entre todos os participantes desta iniciativa, que teve o financiamento da Fundação Calouste Gulbenkian. A mesma contou ainda com o apoio do Camões – Cooperação Portuguesa (Cabo Verde), Goethe Institut-Angola, Centro Cultural Moçambicano- Alemão (Moçambique) e Epson (Portugal).

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