PRS acusa forças externas de tentarem desestabilizar o partido

Apesar das vãs tentivas destas forças em desestabilizar e desacreditar o partido, a organização, que dispõe apenas de um deputado na Assembleia Nacional, assegura que mantém firme as suas convicções na defesa dos direitos dos angolanos

O secretário geral do PRS, Rui Malopa, denunciou, ontem, a existência de uma suposta força de pressão externa de tentarem desacreditar e desestabilizar o partido por razões inconfensas.

A título de exemplo, o político apontou os recentes pronunciamentos do ex-secretário provincial do partido na Lunda-norte, Agostinho Muaia, que, na semana finda, convocou a imprensa para expor uma série de acusações contra a organização que, segundo Rui Malopa, são infundadas e falsas.

O responsável político disse que Agostinho Muaia não é secretário do PRS desde Julho de 2019, pelo que já não tem legitimidade de falar sobre o partido, como fez na semana passada.

De acordo com Rui Malopa, Agostinho Muaia, aquando da sua saída do secretariado provincial, naquela parcela da região leste do país, terá invocado razões de ordem pessoal e famíliares, tendo continuado a manter o seu lugar no conselho províncial e no comitê nacional.

Porém, para a surpresa de todos, Rui Malopa disse que a sua organização terá se supreendido, ao ver, na semana passada, o aparecimento de Agostinho Muaia na imprensa a falar sobre uma série de irregularidades no seio do partido.

“Não conseguimos perceber as razões que levaram o nosso ex-secretário a tomar tais posições quando até ele saiu da organização sem pressão. Saiu pelas próprias pernas”, lamentou.

Para Rui Malopa, a atitude de Agostinho Muaia não é de todo isolado. Decorre, no seu entender, da pressão de forças externas que, há muito tempo, tentam desestabilizar o partido.

Segundo o político, apesar das vãs tentivas destas forças em desestabilizar e fazer desacreditar o partido junto da sociedade, a organização, que dispõe apenas de um deputado na Assembleia Naciona, mantém firme as suas convicções na luta pela conquista do poder.

“Infelizmente há muitas pessoas de má fé que tentam passar uma imagem errada do partido. Não entendemos porque razão essas pessoas seguem esse caminho, que não é democrático. Mas estamos firmes”, frisou.

Questões financeiras é um falso problema

Relativamente à possível concentração financeira do partido pela presidência de Benedito Daniel, a quem o acusam de ganância e má gestão, Rui Malopa afirmou que é um falso problema.

Segundo o político, o partido não paga salário a nenhum militante. Estes, frisou, são compensados com determinadas quantias financeiras, dependendo da quotização mensal proveniente da contribuição dos militantes. De acordo com Rui Malopa, o partido não tem condições de pagar salário a ninguém e por isso não tem como assumir determinadas responsabilidades finaneiras. “É uma questão conhecida pelos próprios secretários provinciais e qualquer militante. Falar em desvio financeiro ou outras questões é levantar um falso problema”, refutou.

Liberdade nas decisões

Por outro lado, o secretário geral do PRS negou categoricamente a acusação de um suposto clima de instabilidade no seio do partido derivado da administração de Benedito Daniel.

Segundo o político, o partido, apesar das divergências de ideias que considera democratica, é uma organização estável e receptivel a sugestões, ideias e contributo de todos os militantes. Malopa explicou que a direcção do partido nunca interveio ou tomou posição naquilo que são as decisões dos secretários provinciais, pelo que considera serem falsas as supostas interferências da direcção nos órgãos intermédios.

“Há liberdade nas decisões. Em últimos casos, quando existe uma situação a nível dos secretariados provinciais, o que a direcção do partido faz é criar uma comissão ou grupo de acompanhamento. Mas nunca interferimos nas decisões de âmbito locais”, concluiu.

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