Covid-19 agrava situação das PME

A conclusão vem expressa na nota com os “Resultados do Inquérito sobre o Impacto da Covid-19 nas PME’s Referente a Junho” publicado pelo Banco nacional de Angola, BNA, no final de Agosto

Os resultados que são referentes ao mês de Junho são a compilação feita pelo banco central em torno do cenário crítico causado pela pandemia da Covid- 19, que assola o mundo, e com efeitos perversos sobre a actividade económica, sobretudo, das Pequenas e Médias Empresas (PME), e que “exige das autoridades uma actuação célere na tomada de medidas de política, baseadas em informações estatísticas disponíveis”.

Entretanto, o BNA “descarta” cenários mais pessimistas como “encerramento definitivo de empresas; redução da proporção de empresas capazes de recuperar a sua actividade no curto prazo; aumento da proporção de empresas com problemas financeiros de vária ordem, e consequente redução da proporção de empresas com uma situação financeira estável; e aumento da proporção de empresas que não beneficiaram ainda de apoios das autoridades e da banca.

Apesar dos indicadores negativos, é de referir que em quase todos sectores de actividade, a facturação média das empresas aumentou durante o mês de Junho de 2020.

Adverte ainda que uma atenção especial deve ser dada ao sector da educação, por apresentar uma situação “muito crítica, tendo em conta a redução acentuada da sua facturação média, na ordem dos 69,3%, e aumento das dívidas a receber dos seus clientes, na ordem dos 41,7%”.

No mês de Junho de 2020, registou- se um total de seiscentos e sessenta e três (663) submissões do inquérito, tendo sido considerados válidas seiscentos e vinte cinco (625), repartidas em quatrocentos e noventa e cinco (495) micros e pequenas empresas e cento e trinta (130) médias.

Quanto aos sectores de actividade, destacaram-se o comércio a grosso e a retalho (21,76%), seguido da agricultura, produção animal, caça, floresta e pesca (13,76%), indústrias transformadoras (12,48%), outras actividades de serviços (9,60%) e actividades de consultoria, científicas, técnicas e similares (8,48%).

Os dados do presente inquérito tem uma cobertura geográfica das dezoito províncias do país. A província de Luanda lidera com 60,8%, seguida da Huila, Benguela, Huambo e Cabinda com 7,7%, 5,4%, 4,8% e 4,5%, respectivamente.

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