Mais de mil taxistas testados e 44 estão reactivos a IgM

A ministra da Saúde, Sílvia Lutukuta, anunciou, ontem, à imprensa, em Luanda, o registo de mais 30 casos positivos, todos da província de Luanda, com um óbito de um cidadão chinês e oito recuperados. Por outro lado, revelou a testagem de um total de 1.359 taxistas com 44 reactivos a IgM com uma taxa de exposição de 3.2 na população já testada de taxistas

Na sequência da testagem massiva levada a cabo pela Comissão Multissectorial para o Combate à Covid-19, ontem, se deu iniciou, à testagem em massa dos primeiros 5 mil taxistas de Luanda. A ministra da Saúde, Sílvia Lutukuta, explicou que é um processo que terá continuidade nas próximas semanas com testes serológicos por Elisa.

Entretanto, disse que ontem foram testados um total de 1.359 taxistas nos municípios do Cazenga e Cacuaco com 44 casos reactivos, sendo que já foram feitas as colheitas de amostras dos mesmos para exames de biologia molecular por RT-PCR

. “Apesar de tudo, temos uma taxa de exposição de 3.2 na população já testada de taxistas. Apelamos aos taxistas para a adesão à testagem, sendo eles elementos muito expostos, e relembrar que estamos com circulação comunitária do vírus, e qualquer pessoa do seu lado ou nós mesmos podemos ser casos suspeitos até se provar o contrário”, apelou.

A governante fez saber que a partir da próxima semana as pessoas serão testadas com uma nova análise serológica denominada “Elisa”.

Disse que com este novo teste, usado noutros países, Angola passará a testar 3 mil pessoas por dia nos próximos dias, apenas em Luanda, e com outras capacidades por RT-PCR, substituindo, assim, o teste da Abbot, utilizado até ao momento nas campanhas de testagens serológicas rápidas contra a Covid-19.

Por outro lado, Sílvia Lutukuta revelou que, actualmente, têm um total de 50 mil testes em reserva, uma vez que foram adquiridos cerca de 170 mil.

A ministra da saúde, Sílvia Lutukuta, que fazia a actualização dos dados sobre a pandemia no país, explicou que os novos 30 infectados, todos são residentes da província de Luanda, registados nas localidades de Maianga, Viana, Belas, Talatona e Ingombota com idades compreendidas entre oito e 79 anos, dos quais 16 são do sexo masculino e 14 do feminino.

Em relação ao cidadão que morreu, ontem, em Luanda, a ministra da Saúde disse tratar-se de um paciente chinês que estava internado há seis dias em estado crítico, sublinhando que oito pessoas recuperaram, nas últimas 24 horas.

Angola 2.654 infectados e 108 mortes

Com os novos infectados, Angola passa a registar 2.654 casos positivos de Covid-19, com 108 óbitos, 1.071 doentes recuperados e 1.475 hospitalizados. Dos casos activos, um está em estado crítico com ventilação mecânica invasiva, 23 estão graves, 36 moderados, 48 com sintomas leves e 1.346 assintomáticos, sublinhando que ao nível nacional 320 pacientes estão internados nas várias categorias acima referidas.

Nas últimas 24 horas, foram processadas 474 amostras por RTPCR, das quais 30 foram positivas e 444 negativas. A governante explicou que até, ao momento, têm um total cumulativo de 57.035 amostras processadas por RT-PCR, das quais 2.654 foram positivas e 54.381 negativas.

País poderá receber 12 milhões de vacinas contra a Covid-19

Angola poderá receber uma doação de 12 milhões de vacinas contra a Covid-19, tão logo seja aprovada qualquer amostra em investigação pela Organização Mundial de Saúde (OMS), revelou, ontem, à imprensa, a ministra da Saúde, Sílvia Lutukuta.

Por outro lado, garantiu que Angola receberá essa doação de vacinas por constar na lista de países em vias de desenvolvimento. “Trabalhamos com a Aliança Internacional de Vacina, com a Organização Mundial da Saúde e temos uma iniciativa que é a Covax, que permite, de forma antecipada, que os países em vias de desenvolvimento tenham a oportunidade de terem vacinas quando forem aprovadas”, assegurou.

O vírus SARS-CoV-2 e a Covid-19 podem afectar vários órgãos

A governante advertiu ainda que o vírus SARS-CoV-2 e a Covid-19 podem afectar vários órgãos, podem dar vários sintomas, sendo que o país tem uma franja importante de pessoas que são assintomáticos.

Por essa razão, disse que não se pode desvalorizar todos os sintomas que se tenha, como a febre, cefaleia, irritação na garganta, astenia, dores articulares, tosses secas, dificuldades respiratórias, diarreia, perda de olfato ou do sabor dos alimentos.

“Tao logo comece a ter estas manifestações clínicas deve-se procurar os cuidados médicos. Quanto mais tarde procurar os cuidados médicos pior será o resultado. Poderemos estar numa fase muito avançada da doença e aí a situação poderá ser irreversível, apesar de todas as medidas que forem tomada ao nível das unidades sanitárias para o tratamento de doentes críticos”, aconselhou.

São permitidas apenas nove pessoas em funerais de Covid-19

Sílvia Lutukuta relembrou que o cadáver de Covid-19 continua a ser um elemento de alto contágio e não é permitida a manipulação de cadáveres nem exposição das pessoas ao cadáver. Por isso, explicou que não é possível fazer um velório e ter mais pessoas no funeral, e desaconselha que seja manuseado pelos familiares. “Tendo em conta a alta taxa de contágio, são admitidas apenas nove pessoas da família que são escolhidas pela própria família. Manter e manter o distanciamento no funeral”, disse.

Cerca sanitária evitou a propagação em grande escala do vírus em todo o país

A ministra da Saúde, Sílvia Lutukuta, explicou que se não tivéssemos imposto a cerca sanitária de Luanda, estaríamos num cenário pior, sublinhando a importância do decreto da cerca sanitária de Luanda, uma medida que evitou a propagação, em grande escala, de casos de Covid-19 em todo o país, não obstante alguns casos de violação que levaram a pandemia em 15 das 18 províncias do país.

“Podíamos estar num cenário pior, se não tivéssemos a cerca de Luanda. Vamos tendo alguns casos, por furarem a cerca. Com excepção de dois casos que tivemos na província de Cabinda, um que veio da RDC e o outro da Republica do Congo”, disse a governante.

País continua em fase crescente de casos de Covid-19

Portanto, aconselhou que, por essa altura, não se deve baixar a guarda, mas sim manter as medidas de prevenção colectiva e individual, apesar de não se atingir os números anunciados, sublinhando que o país continua em fase crescente de casos de Covid-19.

Quanto ao sistema de rastreio e controlo dos casos de contactos por telemóvel ou meios electrónicos, a ministra da Saúde fez saber que o país está a usar algumas tecnologias para fazer georreferenciação (localizar as pessoas) e estão a trabalhar com o Centro Integrado de Segurança Pública (CISP) e com ferramentas usadas pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

São permitidas apenas nove pessoas em funerais de Covid-19

Sílvia Lutukuta relembrou que o cadáver de Covid-19 continua a ser um elemento de alto contágio e não é permitida a manipulação de cadáveres nem exposição das pessoas ao cadáver. Por isso, explicou que não é possível fazer um velório e ter mais pessoas no funeral, e desaconselha que seja manuseado pelos familiares.

“Tendo em conta a alta taxa de contágio, são admitidas apenas nove pessoas da família que são escolhidas pela própria família. Manter e manter o distanciamento no funeral”, disse.

 

 

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