BPC encerra 53 pontos de atendimento e desemprega 156 colaboradores

o banco de Poupança e Crédito (BPC) deu por terminado, Segunda-feira 31, o vínculo laboral que mantinha com 156 colaboradores. o processo decorre e na segunda fase serão dispensados 120 colaboradores e encerrados 11 pontos de atendimento

Os trabalhadores foram dispensados no âmbito do redimensionamento e reestruturação da instituição bancaria. Entretanto, os abrangidos já começam a ser indemnizados, de acordo com a Lei Geral do Trabalho (LGT), além de outros benefícios, como a atribuição de créditos, formação e perdão da dívida de crédito. Em declarações, ontem, à imprensa, o director do gabinete de Marketing e Comunicação do BPC, José Matoso, afirmou que o processo decorre, estando a próxima etapa de dispensa marcada para Segunda-feira, 8 de Setembro, altura em que será dispensado outro grupo de 120 colaboradores e encerrados 11 pontos de atendimento.

Aos trabalhadores, o BPC, além do que está plasmado na LGT, garante um incremento de 25% no valor da indemnização. Para aqueles que terão pedido crédito até 25 milhões de Kwanzas, oferece “perdão do empréstimo” e os que tiverem acima deste valor terão a taxa bonificada. De acordo com José Matoso, o BPC vai conceder crédito no valor de 10 milhões de Kwanzas para os ex-colaboradores que apostarem em negócios, após a apresentação de um projecto.

O BPC assume também o pagamento de duas formações profissionais para cada ex-trabalhador, manter por um período de seis meses, o seguro de saúde, que inclui os seus familiares. “São benefícios muito superiores aos indicados na Lei Geral do Trabalho”, defendeu.

O BPC avança, deste modo, com o seu plano de redimensionamento e reestruturação, depois de ver os seus activos deteriorarem-se nos últimos sete anos, com prejuízos acumulados, até Dezembro último, de 404,7 mil milhões de Kwanzas. No âmbito do programa de recapitalização e reestruturação, o BPC vai encerrar várias dependências e dispensar mais de mil e 600 trabalhadores.

O banco, cujo accionista é o Estado angolano, detinha o maior número de postos de atendimento ao nível do país, com mais de 4000 trabalhadores. Em Abril deste ano, sofreu um roubo interno de 400 milhões de Kwanzas, uma situação recorrente nesta unidade financeira.

“Não é com os despedimentos dos trabalhadores que se vai reerguer o BPC”

O presidente do Sindicato Nacional dos Empregados da Banca de Angola (SNEBA), Filipe Makengo, reconhece a necessidade de se reerguer o maior banco do país. No seu entender, o plano de recapitalização e reestruturação do banco prevê quatro cenários para salvar o BPC e diminuir os elevados custos operacionais.

Makengo Filipe aponta reformas antecipadas, “outsourcing”, rescisão por mútuo acordo e redução de custos com arrendamento. Filipe Makengo é contra o processo de despedimento e defende que outros mecanismos poderiam ser adoptados para manter os trabalhadores.

“Não é com os despedimentos dos trabalhadores que se vai reerguer o BPC, não.”, disse, apontando a falta de liquidez, a elevada carteira de crédito mal parado, os elevados custos com arrendamento, os custos com as consultorias e os intermináveis custos com a área de tecnologia da informação “DTI” e outros, como estando na base desse mal.

Com a diminuição de custos nestes itens e reformulação do portfólio de produtos e serviços, e a recuperação do dinheiro emprestado, o banco pode voltar a merecer confiança dos clientes e da população, segundo Makengo. O Banco de Poupança e Crédito (BPC) tem uma força de trabalho estimada em 4800 colaboradores.

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