Covid-19 chega ao Huambo tornando-a na 16ª província infectada

as autoridades sanitárias registaram, ontem, 75 novos infectados com a Covid-19, entre quais os dois primeiros da província do Huambo, tornando-a na 16ª província do país com casos positivos, estando sem contágios o Namibe e Cuando Cubango, segundo o secretário de Estado para a Saúde Pública, Franco Mufinda

O governante que falava na habitual actualização diária sobre a pandemia no país, a partir do CIAM, em Luanda, esclareceu que dos 75 novos casos infectados 14 foram registados no município do Soyo, província do Zaire, dois no Huambo, oito em Cabinda e 51 em Luanda nas localidades de Viana, Samba, Ingombotas, Cacuaco, Belas, Kilamba Kiaxi, Cazenga, Rangel e Talatona. Com os dois primeiros casos registados na província do Huambo, apenas duas das 18 províncias estão sem contágios de Covid-19, nomeadamente o Namibe e o Cuando Cubango. Segundo Franco Mufinda, os novos infectados têm idades compreendidas entre 1 e 69 anos, dos quais 52 são do sexo masculino e 23 do sexo feminino.

Por outro lado, o governante disse que nas últimas 24 horas conseguiram recuperar 13 pessoas com idades entre seis e 37 anos. Deste leque, 11 pacientes são da província de Luanda e dois de Benguela. Franco Mufinda fez saber que, nas últimas 24 horas, mais uma pessoa morreu por Covid-19, em Luanda. Trata-se de um cidadão angolano de 65 anos de idade. Com esta alteração nos dados epidemiológicos, o país passa a ter 2.729 casos positivos de Covid-19, com 109 óbitos, 1.084 doentes recuperados e 1.536 activos. Dos casos activos, um está em estado crítico com ventilação mecânica invasiva, 23 estão grave, 36 moderados, 48 com sintomas leves e 1.428 assintomáticos.

Nas últimas 24 horas foram processadas na base de biologia molecular por RT-PCR 465 amostras, das quais 75 foram positivas. No total, disse o governante, o país tem um acumulado até à presente data de 57.500 amostras processadas por RT-PCR com 2.729 delas positivas. Quanto à quarentena institucional, Franco Mufinda disse que, nas últimas 24 horas, tiveram alta 30 pessoas, sendo 10 na província de Luanda, 11 no Cuando Cubango, sete em Benguela e duas no Bié.

227 angolanos chegaram ontem do brasil e observam quarentena domiciliar Fez saber que 57 cidadãos angolanos, provenientes da República da Namíbia e que estavam em quarentena institucional na província do Cunene chegaram, ontem, a Luanda.

“Outro sim, 227 angolanos que estavam retidos na República Federativa do Brasil, chegaram, hoje (ontem), a Luanda e os mesmos estão a observar quarentena domiciliar”, disse o governante. Por outro lado, fez saber que hoje, a partir das 8 horas, dar-se-á continuidade à testagem em massa dos taxistas no Instituto Medio Politécnico, em Cacuaco, e em Viana, nos quatro campos do Instituto João Beirão. O Centro Integrado de Segurança Pública (CISP) recebeu, no período em referência, 108 chamadas, todas relacionadas a pedidos de informação sobre a Covid-19.

Covid-19 infectou 1.506 pessoas e matou 56 pessoas só em Agosto

Segundo o secretário de Estado para a Saúde Pública, Franco Mufinda, o país está em fase crescente de casos de Covid-19 e o mês de Agosto teve os maiores números da estatística e acabou por ter mais da metade de casos em relação aos meses anteriores. “Estamos a falar de 1.506 casos que foram notificados no mês que acabou. Agosto teve 56 óbitos, mas também foi neste mês que conseguimos recuperar, até agora, mais da metade das pessoas. Estamos a falar de 631 pessoas recuperadas até Agosto”, revelou.

Franco Mufinda lembrou que há toda a necessidade de se ter em conta as medidas de prevenção para se cortar a cadeia de transmissão. O governante revelou que na última semana de Agosto, em media diária tiveram 65 casos positivos, com dois óbitos e 35 recuperados. Por outro lado, apelou para a necessidade de os cidadãos estarem sempre atentos aos sintomas ou outras endemias como a malária, bem como dor de cabeça, tosse, febres, dificuldade respiratória e perda do olfacto que podem denunciar possível presença do SARS-CoV-2.

Fez saber que 69 por cento das pessoas que foram acompanhadas ou que estão a ser acompanhadas em Angola, até hoje, não apresentarem sintomas. Salientando que 7 por cento das pessoas com a Covid-19 acabam por ter dor de cabeça. E cinco em cada 100 com a Covid-19 têm tosse, quatro por cento dificuldade respiratória, três em cada 100 acabam por ter febres e dois em cada 100 têm dor ou irritação na garganta. “Chamamos atenção para não desvalorizar os sintomas que a pessoa venha a ter”, pediu. No entanto, aconselhou as pessoas, que venham a ter esses sintomas, a procurar a unidade de saúde mais próxima.

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