UNITA, em Benguela, pondera responsabilizar judicialmente dirigentes do MPLA

o secretário provincial executivo da uNiTa, abílio Kaunda, disse Segunda-feira, em conferência de imprensa, que o seu partido pondera responsabilizar, judicialmente, membros do MPLa nos municípios do Lobito, Cubal, Caimbambo e Ganda, por alegado envolvimento em actos de intolerância política

Nos próximos dias, uma peça processual deverá seguir para a PGR. Antes, o secretário provincial do partido do “galo negro” promete remeter uma exposição ao gabinete do governador de Benguela, Rui Falcão, a reportar o ressurgimento de actos de intolerância política nestes municípios do litoral e interior da província de Benguela.

Além de Rui Falcão, o partido fundado por Jonas Savimbi prevê, igualmente, enviar a mesma missiva ao delegado do Interior e comandante provincial da Polícia Nacional, Aristófanes dos Santos. Embora não acredite nas instituições do Governo, por considerá-las partidarizadas, o político assevera que, desse modo, os dirigentes saberão que não é mera ficção as denúncias feitas pelo seu partido em relação à intolerância política.

Na conferência de imprensa do dia 01 de Setembro, Abílio Kaunda descreveu que, no dia 19 de Agosto, na comuna da Kanjala, município do Lobito, um grupo de militantes do MPLA, encabeçado por uma autoridade tradicional, teria protagonizado actos de intolerância política contra a delegação municipal da UNITA, que se tinha deslocado à localidade para empossar novos membros do executivo do comité local. Kaunda refere que, para a actividade em causa, as autoridades administrativas tinham sido previamente notificadas pela direcção do seu partido. Além do Lobito, os municípios do Cubal, Caimbambo e Ganda, segundo Abílio, voltaram a registar casos de intolerância política.

O secretário da UNITA considera de insustentável o ambiente político em Benguela, uma vez que militantes seus teriam sido agredidos fisicamente por supostos membros do MPLA, por alegadas motivações políticas. À UNITA não resta alternativa senão partir mesmo para uma acção judicial contra determinados dirigentes do partido governante nos municípios mencionados. Em função disso, prepararse-á, nos próximos tempos, uma peça processual que deverá dar entrada na Procuradoria-Geral da República, visando responsabilizá-los, por alegada agressão a quatro militantes seus.

As tentativas de O PAÍS contactar o 2º secretário do comité provincial, António Kapewa Kalianguila, e o secretário para os assuntos políticos e eleitorais do MPLA, Nelson da Conceição, redundaram em fracasso. Contudo, um oficial superior do comando provincial da Polícia Nacional confidenciou a O PAÍS que aquele órgão operativo do Ministério do Interior deverá, oportunamente, fazer uma comunicação pública sobre as alegações do maior partido da oposição angolana em Benguela.

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