Carta do leitor: Cognição super-humana

As minhas cordiais saudações, estimado coordenador do jornal OPAÍS! Imaginar um mundo onde homem e máquina se fundem para propiciar algo salutar para a raça humana é mais do que uma ilusão ufanista ou sonho futurista como dirão alguns.

Que as nossas vidas estão cada vez mais conectadas com o mundo digital (virtual) não é novidade para muita gente, principalmente os mais jovens e as nossas crianças que nos primeiros anos de vida sabem muito bem manusear os celulares, tablets e computadores. E isso há já algum tempo. Nos últimos dias, o empresário bilionário Elon Musk apresentou imagens de um suíno com implante cerebral conectado a computadores.

Ele e os seus pesquisadores bem pagos entendem que as pessoas precisam se fundir com a inteligência artificial (IA). A desculpa, no momento, é a de que, em parte, para evitar que mentes brilhantes e memórias importantes se percam, seja por uma doença degenerativa com o Alzheimer leve todos os ideais, pesquisas e levantamentos feitos por alguém.

O sonho deles ainda é poder transferir estes pensamentos para uma máquina e esta devolver (ou ser implantada) noutro ser humano.

Vem deste pensamento (hoje utópico) evitar um cenário em que a IA se torne tão poderosa que destrua a raça humana. Aqui vai um pouco de “teoria da conspiração”, para alarmar os leitores.

Mas, se um pesquisador estiver perto de alcançar certo objectivo, poderá se unir, fundir, mesclar, transportar para outro noutro país ou laboratório e concluir a pesquisa usando o que já se alcançou até ali. Muito doido isto, não? Não! Maluco mesmo. Estamos próximos desta tecnologia. Não muito distante de nós.

POR: Gregório José (Radialista,
jornalista e estudante de Filosofia)
Luanda

 

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