Kwenda exclui 60 famílias em Cambundi-Catembo

Sessenta famílias das mil 916 inicialmente cadastradas na fase piloto do Programa de Transferências Sociais Monetárias “Kwenda”, no município de Cambundi-Catembo, foram excluídas da lista, por não obedecerem os critérios de elegibilidade.

Ao avançar hoje a informação, o director provincial do Fundo de Apoio Social (FAS), Gomes Golambole, justificou que a exclusão das 60 famílias deve-se ao facto de os seus tutores serem trabalhadores da educação, saúde e alguns deles operadores económicos que residem nas aldeias de intervenção.

De acordo com a fonte, o Programa Kwenda, lançado a 31 de Julho em Malanje (Município de Cambundi-Catembo), já atribuiu a mil famílias vulneráveis, das mil 856 cadastradas, o valor de 25 mil e 500 kwanzas, referente a um acumulado de três meses, visando reforçar a sua assistência social e económica.

Por outro lado, referiu que devido a questões logísticas e administrativas, o programa retoma a sua operacionalização no dia 21 deste mês, com o pagamento das últimas 856 famílias em falta. Informou no dia 30 de Setembro começa o processo de pagamento trimestralmente de 25 mil e 500 kwanzas, à razão de oito mil e 500 kwanzas/mês, das primeiras mil famílias beneficiárias.

A nível do município de Cambundi Catembo os beneficiários do projecto pertencem as comunas Tala Mungongo e Dumba Capango, num total de 27 aldeias. Actualmente o FAS trabalha para a expansão do programa a outras comunas do município de Cambundi-Catembo.

O FAS é a entidade encarregue pela operacionalização deste programa, que compreende quatro componentes e visa retirar do limiar da pobreza extrema cerca de um milhão e 608 famílias angolanas, num horizonte de três anos.

O projecto geral está orçado em 420 milhões de dólares norte americanos e visa reforçar o sistema de protecção social no país, tendo seleccionado, numa primeira fase, os municípios de Ombanja, na província do Cunene, Cambundi-Catembo (Malanje), Cuito Cuanavale (Cuando Cubando), Caculo (Huíla) e Nzeto (Zaire).

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