Dois oficiais das operações do SIC detidos por extorsão no Lubango

dois oficiais do departamento de operações do Serviço de Investigação Criminal (SIC), no município do Lubango, província da Huíla, foram detidos na manhã de ontem por suposto envolvimento num crime de extorsão contra um cidadão. Há um outro oficial supostamente envolvido que permanece em liberdade

Trata-se de um inspector-chefe, um sub-inspector e um segundo sub-chefe que terão recebido uma quantia de Akz 500.000,00 para “aligeirar” o envolvimento do cidadão num processo-crime que seguia os trâmites legais Segundo uma fonte deste jornal, aos três oficiais cabia a responsabilidade de capturar e deter a pessoa que neste momento os acusa de extorsão, por ela estar visada no processo-crime cujo teor não foi avançado.

No entanto, de forma a retirar proveito da situação, os três oficiais exigiram que desembolsasse a quantia acima mencionada caso não quisesse ser recolhido à cadeia. A exigência não foi atendida e o cidadão acabou detido. Por esta razão, denunciou os três oficiais por esta prática.

“Eles pediram este valor para que não fosse detido, mesmo assim, fui detido”, frisou. Entretanto, o jornal OPAÍS contactou o Serviço de Investigação Criminal (SIC) na província da Huíla, através do seu porta-voz, Sebastião André Vika, que garantiu ter domínio do assunto. Sebastião André Vika informou que tomou conhecimento do caso por meio de uma denúncia pública, feita por um cidadão.

“Dava conta de um presumível acto de extorsão envolvendo três dos nossos oficiais. Foi aberto um processo investigativo que determinou haver envolvimento destes oficiais. Por esta razão, dois destes oficiais com maior grau de culpabilidade foram detidos na manhã de hoje (ontem)”, revelou. Por outro lado, Sebastião Vika garantiu que para o presente ano, este é o primeiro caso que se regista naquele organismo do Ministério do Interior na província da Huíla. Acrescentou que, esta é uma conduta pessoal e não corporativa pelo facto de o SIC reger-se por princípios normativos, cujos seus infractores são responsabilizados disciplinar e criminalmente.

“O regulamento disciplinar do Serviço de Investigação Criminal é bastante rígido com questões desta natureza”, assegurou. Sebastião Vika advoga a necessidade de os cidadãos denunciarem quaisquer actos praticados por agentes da ordem para que se crie um ambiente harmonioso e se ajude no combate à corrupção.

“No âmbito da aproximação dos cidadãos ao sistema de justiça, todos os indivíduos gozam deste direito, por isso, queremos garantir à sociedade que a instituição está de portas abertas para receber denúncias de actos contrários à lei”, frisou. Apelou de seguida que “não devem alimentar práticas como estas. Sempre formos notificados, intimados ou convocados pela justiça temos de comparecer e não buscar refúgio de pessoas ligadas à instituição, sob o risco de estar envolvidos num outro problema”.

leave a reply