Falta de dinheiro condiciona reactivação de centrais de produção de asfalto no país

Falta de dinheiro condiciona reactivação de centrais de produção de asfalto no país

Victorino Henriques reconhece que as centrais de emulsão muita falta fazem ao país, todavia o INEA está condicionado devido a questões de natureza financeira. O engenheiro refere que as mesmas representariam uma lufada de ar fresco para a produção de insumos para a reabilitação de estradas, dada a carência neste domínio. Porém, a sua instituição está bastante limitada do ponto de vista financeiro.

“Isso faz com que as unidades de produção sofram um retrocesso. Já existe uma estratégia do Ministério das Obras e Ordenamento do Território de reactivar as centrais de emulsões, tendo em vista as obras que se aproximam. As centrais fornecem insumos para a reabilitação das estradas”, disse, realçando que estando as infra-estruturas em funcionamento, o Estado baixaria consideravelmente os preços de reabilitação de uma estrada.

O engenheiro lembra que a revisão do Orçamento Geral do Estado (OGE) para o exercício económico de 2020, motivada pela pandemia da Covid-19, está a limitar, igualmente, a implementação de outros projectos inscritos no programa da sua instituição. Recorde-se que, em 2015, a Central de Emulsão de Benguela, uma das três existentes no país, tinha beneficiado de obras de ampliação e modernização que permitiu aumentar a capacidade de produção de 50 para 200 toneladas de material asfáltico, para protecção de estruturas de pavimento e tapa buracos nas províncias do Centro e Sul do país.

A grande procura por material asfáltico tinha motivado o então Ministério da Construção, através do Instituto de Estradas de Angola, a ampliar e modernizar a Central de Emulsão de Benguela, em duas fases, sendo a primeira entre 2004 e 2006 e a segunda entre 2008 e 2012.

INEA entrega kits de estrada ao governo de Benguela

No quadro do programa de reforço das brigadas de conservação e manutenção de estradas, o Ministério das Obras e Ordenamento do Território procedeu, ontem, à entrega formal de dois kits de construção, em cerimónia testemunhada pelo vice-governador para o sector Técnico e Infra-estruturas, Leopoldo Muhongo.

Assinou o documento de entrega, pelo INEA, o seu director-adjunto, engenheiro Victorino Henriques, e, pelo governo provincial de Benguela, rubricou a directora do Gabinete Provincial das Infra-estruturas e Serviços Técnicos, Jandira Ribeiro Entre outros equipamentos, os kits contemplam pás carregadoras, buldozeres, cilindros, tractores, camiões, carrinhas, betoneira, caldeiras, placas giratórias e motos-serras.

Em declarações à imprensa, o director-adjunto do INEA, sem revelar em quanto o equipamento ficou orçado, explicou que o propósito é minimizar os problemas por que passam os administradores municipais e comunais no que respeita à conservação de estradas. Victorino Henriques frisou que é um programa de continuidade e que, nos próximos anos, Benguela, assim como outras províncias, poderá receber mais equipamentos, de modo a reforçar a capacidade institucional dos governos provinciais.