Omunga promove “Corrupção é Crime” para despertar gestores públicos

A organização não-governamental omunga leva a cabo um projecto denominado “Corrupção é crime”, visando consciencializar os cidadãos, fundamentalmente gestores públicos, sobre o perigo desse mal para a sociedade. o director executivo da organização, João Malavindele, afirma que o projecto prevê uma série de linhas, de entre as quais a de denúncia

O projecto, concebido num contexto de combate à corrupção assumido pelo actual Presidente da República, João Lourenço, foi apresentado Quarta-feira, 02, ao bispo da Diocese de Benguela, Dom António Jaka, por ter uma Comissão de Justiça e Paz com quem a Omunga tem vindo a trabalhar na perspectiva de salvaguarda de direitos fundamentais dos cidadãos, como justificou, em entrevista conjunta, João Malavinde, director executivo da organização.

Na verdade, o que move a organização de Malavindele é consciencializar os cidadãos sobre os males que a corrupção pode causar na vida dos cidadãos e, deste modo, ganhar-se consciência de denúncia dessa prática que tanto mal faz à sociedade angolana, na medida em que, segundo o responsável, quem se envereda em tal prática comete crime, até porConstantino Eduardo, em Benguela que está tipificado no ordenamento jurídico angolano.

João Malavindele, que prevê lançar o projecto nos próximos dias, lembra, contudo, que a corrupção provoca fortes danos à economia e condiciona o desenvolvimento do país. “Para isso, não precisamos de nos preocupar apenas com os crimes de colarinho branco, precisamos de olhar aqui na base o problema de educação, porque a corrupção é tida como uma pandemia aqui em Angola (…) está introduzido em vários sectores”, sugere. A grande expectativa do director executivo é que o projecto tenha reflexos positivos nos gestores públicos.

Segundo João Malavindele, o projecto prevê várias linhas, de entre as quais a de denúncia, por via da qual os cidadãos deverão reportar todos os actos de que venham a ser vítima a nível da administração pública. De acordo com o responsável da organização vocacionada à defesa dos direitos humanos, aqueles casos que se afiguram como sendo graves serão encaminhados aos órgãos de justiça para tratamento judicial que se impõe.

“Vai ter esse lado de advocacia, que vai estar ligado directamente às questões de denúncia e encaminhar casos a tribunal”, promete. Embora não tenham ainda procedido ao lançamento do projecto, Malavindele espera, desde já, vir a ter abertura das autoridades neste domínio.

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