Apenas 42 escolas têm água da rede em quatro municípios de luanda

O Ministério da Energia e Águas reuniu com o ministério da Educação e o governo Provincial, na última Sexta, para abordar a problemática do abastecimento de água e energia eléctrica às escolas. Do trabalho já realizado, em quatro municípios, apenas 42 escolas estão ligadas à rede pública de distribuição de água

O encontro tripartido entre os ministros da Energia e Águas, João Baptista Borges, da Educação, Luísa Grilo, e a governadora de Luanda, Joana Lina, serviu para fazer o balanço das acções desenvolvidas pelo sector de Energia e Águas, em torno da criação de condições básicas para o fornecimento de energia eléctrica e água potável nas escolas, um pressuposto fundamental para o retorno às aulas. A EPAL está a envidar esforços no sentido de identificar todas as escolas da Província de Luanda fora da cobertura da rede pública, incluindo as do ensino primário, por forma a serem atendidas mesmo que numa primeira fase por via de abastecimento por camiões cisternas.

Do trabalho realizado pelas equipas técnicas foram identificadas 195 escolas com condições de serem abastecidas, a partir da rede pública. Segundo a directora Nacional das Águas, Elsa Ramos, do levantamento feito pela EPAL e pelas direcções municipais de Educação, em quatro municípios, nomeadamente Cacuaco, Icolo e Bengo, Kilamba Kiaxi e Talatona, foram identificadas 42 escolas ligadas à rede pública. Foram ainda feitos levantamentos para a instalação de reservatórios de polietileno nas escolas dos municípios de Belas, Cacuaco e Cazenga. Ao nível de todos os municípios foi feito conjuntamente com o director de Educação de Luanda um levantamento em todas escolas e o trabalho já está concluído e entregue às áreas competentes. A governadora sugere a elaboração de um relatório final para os passos subsequentes à sua materialização, sendo que a DNA e a EPAL estão já engajadas na sua elaboração até à próxima Quinta-feira, 10 de Setembro.

Quanto à energia eléctrica, a situação afigura-se menos preocupante, tendo em conta o universo de escolas servidas pela rede eléctrica pública, uma descrição que deixa satisfeita a titular do sector da Educação, Luísa Grilo. As equipas técnicas foram criadas a 28 de Junho do corrente ano para definição de estratégias por forma a garantir o funcionamento regular dos serviços de água e energia nas escolas, pelo que houve a necessidade de reunir com as partes envolvidas no processo do retorno das aulas, numa altura em que a cidade capital é o epicentro da pandemia da Covid-19, que assola o país e o Mundo

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