Colecções da VIII edição do Modangola refl ectem os 45 anos da “Dipanda”

O evento será marcado por um conjunto de trajes, que serão confeccionados por cerca de 10 estilistas, com o propósito de ilustrar os vários aspectos relacionados com a história do país, em relação aos seus 45 anos de independência

Por:Antónia Gonçalo

VIII edição do Modangola, que será realizada em Novembro, em Luanda, decorrerá sob o lema “Angola 45 – nossa raiz, nossa identidade”, com transmissão televisiva e cedência nas redes sociais, promovido pela Tussole Business e parceiros. Nesta tiragem, de carácter especial, devido à pandemia da Covid- 19, em que se aconselha o distanciamento social e o cumprimento de outras medidas de biossegurança como forma de prevenção contra a doença, o evento será 70 por cento virtual, com uma equipa de estilistas e modelos reduzida. Através das colecções que serão apresentados pelos profissionais de moda, pretende-se reflectir os 45 anos da “Dipanda” , que se assinala a 11 daquele mês.

São cerca de 10 estilistas, que irão representar as demais províncias com os seus distintos trabalhos. O coordenador do evento, Daniel Pires, disse que os estilistas serão convidados a trabalhar neste sentido, de mostrar nas suas colecções alguns processos que contribuíram para a tão almejada independência de Angola, como o ininício da Luta Armada de Libertação Nacional. “Traremos sim algumas apresentações que vão ilustrar à nossa história, que serão contadas através das suas belas criações. Para que seja um facto, estamos já a fazer triagem dos estilistas locais, residentes em Luanda, visto que muitos do interior do país não podem deslocar-se, devido a cerca sanitária”, disse, em conversa com este jornal.

Os modelos

Diferente das outras edições, onde foram realizados castings, que possibilitou a estreia de novos talentos, nesta, a organização vai realizar uma selecção de modelos, que trabalharam (desfilaram) nas edições passadas. O referido método, conforme contou Daniel Pires, ocorrerá na primeira quinzena do mês em curso. ”Não será propriamente um casting, porque queremos evitar grandes aglomerados de pessoas, conforme tem ocorrido. Mas, faremos em forma de convite, uma selecção especial, de alguns modelos”, explicou. Apesar de algumas limitações que possam surgir durante a realização do evento, o seu coordenador considera necessário à sua adaptação com a realidade actual, por forma à impulsionar o seu fomento. Por outra, almeja-se dar continuidade ao projecto, junto do mercado e dos criadores locais.

Edição anterior

A edição passada do episódio, VII, que decorreu sob o lema “Produzir para transformar – indústria têxtil como fonte de receita na revitalização da nossa economia”, contou com a participação de mais de 10 estilistas. Para além dos de Luanda, mostraram os seus trabalhos três criadores provenientes do Huambo, dois de Benguela, entre outros, por forma de tornar o evento mais nacional. Desfi laram 47 modelos, sendo que 70% deles subiram pela primeira vez ao palco. Tratando-se de uma oportunidade para os novos talentos, que buscam ensejos de virem a ser conhecidos no mundo da moda, para singrar, uma vez que lhes possibilita também trabalhar em outras áreas, neste sector da moda.

O episódio

O mesmo visa a promoção e o fomento da indústria têxtil e de confecção produzida no país, a fi m de contribuir para o crescimento do sector, na produção nacional de roupas, calçados, acessórios e outros artigos de moda, das pequenas e medias indústrias. Pretende ainda estabelecer um espaço privilegiado de promoção da indústria têxtil, com sucesso e profissionalismo, reconhecimento público e lançamento de novos talentos.

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