Analista político aconselha Abel Chivukuvuku a ter resiliência política

O projecto político PRA-JA-Servir Angola de Abel Chivukuvuku foi chumbado pela terceira vez. O Tribunal Constitucional continua a alegar insuficiência de assinaturas

O analista político Bernardino Neto disse, ontem, em Luanda, que Abel Chivukuvuku precisa parar e analisar as suas estratégias de actuação e o aconselha a não olhar para os constantes chumbos na legalização do seu projecto político, denominado PRA-JA-Servir, como o fim da política.

Para o especialista, que falava em exclusivo a OPAÍS, a política requer resiliência. Por isso, acredita que Abel Chivukuvuku precisa maturar as suas ideias e analisar onde é que tem falhado nas suas estratégias.

“Peço ao Abel Chivukuvuku que seja um líder com mais maturidade nas próximas eleições, porque Angola precisa de líderes estabilistas que pensem nas próximas gerações. As eleições passam, mas é preciso que se pense nas próximas gerações, isso requer trabalho de casa e escola”, disse.

O regresso à UNITA

Abel Chivukuvuku manifestou recentemente a intenção de regressar à UNITA, alegando que, “haja chuva ou haja sol, vai estar presente para concorrer nas eleições em 2022”. Relativamente a esta questão, Bernardino Neto defende a necessidade de se criar espaços de “inclusão e não de exclusão”

O especialista considera que o regresso de Abel Chivukuvuku para a UNITA poderá ter vantagens e desvantagens, e sublinha que Chivukuvuku deve, neste sentido, criar uma linha que fortifique o partido UNITA.

Bernardino Neto entende que tudo isso vai trazer uma Oposição mais organizada e estruturada a um outro nível e fazer com que o partido no poder trabalhe de forma mais efectiva para apresentar maiores resultados para não ser ultrapassado. “ Precisamos de um espaço novo e de lideranças novas, porque os angolanos já estão desiludidos. Se não aparecem líderes mentirosos, corruptos, aparecem líderes que criam angústia à mesa das pessoas e no seio familiar. Precisamos ultrapassar isso com forças políticas novas que sejam exemplares”, salientou.

Sublinhou que Angola precisa de criar instituições fortes e de uma Procuradoria-Geral da República (PGR) que apresente um trabalho de defensora do espeço púbico. O projecto político de Abel Chivukuvuku, PRA-JA-Servir Angola, classificou de “perseguição” o novo chumbo. É a terceira vez que o Tribunal Constitucional rejeita a legalização do PRA-JA.

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