Zaire ultrapassa os 100 casos de infectados por Covid-19

O secretário de Estado para a Saúde Pública, Franco Mufinda, anunciou, ontem, em Luanda, a infecção de mais 30 pessoas, das quais três de Cabinda e igual número do município do Soyo, província do Zaire, perfazendo um total de 104 positivos de Covid-19 nesta província a Norte do país

As autoridades sanitárias registaram, nas últimas 24 horas, 30 novos infectados, dos quais três do município do Soyo, província do Zaire, totalizando 104 positivos nesta região, dos quais 103 são do Soyo e um do município de Mbanza Kongo.

Entre os novos infectados constam ainda três de Cabinda e 24 registados em Luanda nos municípios de Talatona, Rangel, Cazenga, Maianga, Kilamba Kiaxi e Ingombota.

Franco Mufinda, que falava na habitual apresentação diária do balanço da situação epidemiológica no país, disse que os novos infectados têm idades compreendidas entre cinco e 77 anos, sendo 21 do sexo masculino e nove do sexo feminino.

O governante fez saber que nas últimas 24 horas não registaram nenhum caso de morte por Covid-19. No entanto, conseguiram recuperar seis pessoas, com idades entre 36 e 47 anos, todos da província de Luanda.

Com estes novos infectados, a estatística em Angola indica um total de 2.965 casos positivos de Covid-19, com 117 óbitos, 1.198 recuperados e 1.650 activos. Dos casos activos, três estão em estado crítico com ventilação mecânica invasiva, 20 estão graves, 48 moderados, 44 com sintomas leves e 1.535 assintomáticos.

“Também temos mais de 300 infectados que se encontram internados nos “centros de tratamento”, disse, salientando que em quarentena domiciliar estão 1.017 passageiros

Mais de 300 amostras processadas por RT-PCR nas últimas 24 horas

Franco Mufinda disse que nas últimas 24 horas, foram processadas 305 amostras no laboratório de biologia molecular por RT-PCR, das quais 30 resultaram positivas e 275 negativas.

No total já foram processadas, por RT-PCR, 60.193 amostras, das quais 2.965 foram positivas e 57.228 negativas.

O governante explicou que, no período em referência, 138 pessoas obtiveram altas, sendo 49 na província de Luanda, 48 no Bié, 16 em Cabinda, 15 no Huambo e 10 no Zaire.

O Centro Integrado de Segurança Pública (CISP) teve, nas últimas 24 horas, um registo de 46 chamadas telefónicas relacionadas a pedidos de informação sobre a Covid-19.

Por outro lado, Franco Mufinda disse que 150 utentes provenientes da República Democrática do Congo que se encontravam em quarentena no Centro do Calumbo 2, tiveram as suas altas por terem testado negativos na base da biologia molecular.

“Os referidos utentes são angolanos que estavam retidos naquele país vizinho por motivo das restrições inerentes à Covid-19”, explicou.

Começa hoje a testagem dos passageiros que chegaram ao país e não foram submetidos ao teste da Covid-19

O governante apelou, uma vez mais, aos cidadãos angolanos e expatriados residentes em Luanda, provenientes do exterior, que se encontram em quarentena domiciliar e que ainda não tiveram as suas altas de quarentena, tendo cumprido o tempo estipulado e não tenham sido submetidos a testagem da Covid-19, a comparecerem hoje, a partir das 8 horas, no recinto do Hospital Américo Boavida, no edifico clínico para fazer uma testagem massiva, um acto esporádico.

MINSA solidário com a família do médico que perdeu a vida recentemente

Franco Mufinda aproveitou a ocasião para ler uma nota de condolências do Ministério da Saúde (MINSA), em que expressa o seu pezar pelo passamento físico do médico, Sílvio Andrade Dala, director clínico do Hospital Materno Infantil de N’Dalatando, destacado em missão de formação, em Luanda, no Hospital Pediátrico, que perdeu a vida no dia 1 de Setembro, quando se encontrava sob custódia policial em circunstâncias ainda não completamente esclarecidas.

“Nessa hora de dor e luto, o MINSA reitera o seu firme compromisso com a vida e a integridade física, psicológica e moral dos médicos e de todos os profissionais de saúde especialmente neste tempo, particularmente desafiante em que eles são de facto, a linha da frente no combate da Covid-19”, disse. Por outro lado, o MINSA apelou a comunidade médica e a todos os actores do sistema de saúde a calma e a serenidade e não desmotivar na nobre missão de salvar vidas a qual estão obrigados pelo juramento de hipócrates.

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