ONU pede à Rússia que investigue caso Navalny

A alta comissária da ONU para os Direitos Humanos, Michelle Bachelet, pediu à Rússia, nesta Terça-feira, que conduza ou coopere com uma investigação independente e completa sobre as descobertas da Alemanha de que o líder da oposição, Alexei Navalny, foi envenenado. Navalny foi retirado do coma induzido e está a responder a conversas, informou o hospital Charité, em Berlim, na Segunda- feira.

O hospital tem tratado Navalny desde que ele foi transportado de avião para a Alemanha, depois de adoecer num vôo doméstico russo no mês passado. A Rússia afirma não ter visto nenhuma evidência de que ele foi envenenado. “Não é bom o suficiente, simplesmente negar que ele foi envenenado e negar a necessidade de uma investigaçãp completa, independente, imparcial e transparente sobre esta tentativa de assassinato”, disse Bachelet em comunicado. “É responsabilidade das autoridades russas investigar completamente quem foi o responsável por este crimeum crime muito grave cometido em solo russo.

” A chanceler alemã, Angela Merkel, disse que o seu governo concluiu que Navalny, 44 anos, foi envenenado com Novichok, a mesma substância que o Reino Unido alega ter sido usada contra o agente duplo russo Sergei Skripal e a sua filha, que sobreviveram a um ataque, na Inglaterra, em 2018. O número de casos de envenenamento, ou outras formas de assassinato selectivo, de actuais ou ex-cidadãos russos, seja dentro da própria Rússia seja em solo estrangeiro, nas últimas duas décadas é profundamente perturbador, afirmou Bachelet. Os processos legais adequados não foram realizados em incidentes anteriores, resultando em “quase impunidade total” na Rússia, disse o porta- voz de Bachelet, Rupert Colville.

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